Conselho Tutelar localiza pais das crianças abandonadas no Lar Parná
Depois de várias a tentativas, o Conselho Tutelar de Campo Mourão conseguiu, finalmente, entrar em contato com os pais das quatro crianças que foram encontradas em estado de abandono na última segunda-feira (26) em um barraco na Rua Dom Jaime Luis Coelho, no Lar Paraná.
Naquela ocasião as conselheiras Vera Zagoto e Luana Xavier encontraram as crianças sozinhas em casa sujas e como fome. Elas foram recolhidas e levadas para um abrigo, onde foram tratadas e alimentadas. Desde então as conselheiras foram por diversas vezes à residência e não tinham conseguido contato com os pais das crianças.
No início da manhã desta terça-feira (27), com a ajuda da Polícia Militar, as conselheiras foram até a residência e encontraram o casal, R.A.N. e K.C.S. , ainda dormindo. Segundo Vera, ao serem chamados eles não demonstraram nenhuma preocupação em relação às crianças. “Apenas perguntaram onde elas estavam e se poderiam visitá-las”, comentou a conselheira. Um detalhe que chamou a atenção das conselheiras foi o fato do casal já estar tomando cachaça e apresentarem indícios do uso de drogas já no início da manhã.
No local as conselheiras conseguiram a documentação das crianças e puderam constatar que as quatro são filhas de R.A.N.. No entanto, as duas mais velhas, o menino F.R.R.N., de 11 anos e a menina I.Q.R.N., de 10 anos são filhas de A.P.A., que na época do nascimento do primeiro filho tinha apenas 12 anos, enquanto as duas crianças mais novas, B.V.S.N., de 1 ano de 10 meses e o menino R.S.S.N, de 10 meses, são filhos de K.C.S.
Segundo informações R.A.N., ainda teria outra filha, que estaria em abrigos da região. “O Conselho Tutelar da cidade Pérola entrou em contato pedindo informações sobre essa suposta filha, já que o casal passou por lá”, comentou Vera.
As crianças continuam no abrigo, enquanto os pais serão ouvidos nesta quinta-feira (29), no Conselho Tutelar, para esclarecer a situação. Segundo a conselheira, se eles não apresentarem as condições mínimas para cuidar das crianças, a justiça deverá decidir o destino delas, seja com parentes ou famílias substitutas.