Caso “João Borracheiro” é esclarecido pela Polícia Civil

O delegado-chefe da 16ª Subdivisão Policial, Nagib Nassif Palma, anunciou na manhã desta sexta-feira (26), em entrevista coletiva, que o caso “João Borracheiro” foi esclarecido. “Se tratou de uma latrocínio em que sete pessoas estão envolvidas”, declara Nagib.

João Silveira Caetano, 61 anos, foi feito refém pelos bandidos no dia 17 de dezembro de 2016. De acordo com a investigação, o crime foi arquitetado por um homem que já estava preso na cadeia pública de Campo Mourão. “Ele usou um celular e de dentro da cadeia planejou tudo”, afirma o delegado.

As imagens mostram três pessoas entrando na borracharia e saindo com a caminhonete. Os ladrões seguiram com o veículo em direção ao Paraguai, e em Cascavel, após espancar a vítima a mando do preso, dois desceram e mataram o borracheiro e o deixaram no meio de uma plantação. O corpo só foi localizado cerca dois meses depois. Apesar da perícia ainda não confirmar que o corpo é do João Borracheiro, objetos encontrados, e a conversa localizada no celular do preso mandante, reforçam os indícios de que se trata mesmo do João Borracheiro.

Dos participantes do crime, cinco são maiores de idade e 2 são adolescentes. O delegado informou que uma ex-namorada de Caetano teria passado detalhes do cotidiano da vítima. Ela está sendo procurada.

Nagib ainda revelou que o mentor do crime, conhecido como “Curitibinha”, está preso acusado também de envolvimento no assassinato de um vigia de um supermercado de Campo Mourão.

Segundo o delegado, “Curitibinha” teria desavenças pessoais com a vítima.

De todos os envolvidos no crime, três estão presos e os menores detidos. Dois ainda estão foragidos. “Em breve eles também serão pegos”, afirma o delegado.