Beltrãoense denuncia policiais paraguaios por extorsão

Foto: Júnior Garbim

Foto: Júnior Garbim

O beltrãoense Marcos Antônio Rodrigues Ferreira, de 33 anos,  se viu numa verdadeira enrascada no dia 24 de fevereiro deste ano, em Salto Del Guairá, no Paraguai. Ele teria passado momentos de dificuldades nas mãos de policiais, que a todo custo queriam extorqui-lo.

O caso todo iniciou quando “Marquinhos Panela”, como é conhecido, retornava ao Brasil acompanhado por mais dois amigos, Wilson Gomes da Silva e Rafael Padilha Teixeira  também moradores de Engenheiro Beltrão, e foi parado na Aduana Paraguaia.

No local, ele foi convidado a adentrar no posto de fiscalização, onde foi minuciosamente revistado. Na revista nada foi encontrado, porém os policiais deram voz de prisão ao beltrãoense por tráfico internacional de drogas, alegando que com um dos acompanhantes do veículo foi encontrada uma pequena quantidade de maconha.  A referida droga, que era para consumo próprio, teria sido comprada no Paraguai e o próprio vendedor do entorpecente foi quem denunciou a compra aos policiais.

Daí para frente, segundo a vítima, iniciou-se uma negociação desenfreada e os policiais quiseram a todo custo levar vantagem como a situação que foi propositalmente armada. Eles pediram inicialmente R$ 10 mil pela liberação do trio beltrãoense. Com a negativa da proposta, os policiais sugeriram que ele vendesse o carro para se livrar da prisão.  Os policiais ainda baixaram o valor da propina e mencionaram que aceitariam R$ 5 mil pela liberação. Vendo que as vítimas não tinham condições para pagar o que fora  pedido, eles aceitaram que dessem três aparelhos celulares, um notebook e mais R$ 1 mil em dinheiro.

Desesperado, “Marquinhos Panela” procurou um comerciante que era seu conhecido com quem comentou a situação  e lhe pediu o dinheiro emprestado. O comerciante se negou a emprestar e comunicou o fato ao Consulado Brasileiro para registrar uma queixa.

Rapidamente, os policiais foram identificados e denunciados pelo crime de extorsão. Eles  negaram o crime, mas foram presos após checagem das autoridades paraguaias. Os dois beltrãoenses, que estavam em posse da droga, também foram detidos e se encontraram à disposição da Justiça do país vizinho.

Como não tinha nada a ver com o imbróglio, “Marcos Panela” foi ouvido e teve seu veículo liberado no dia seguinte, após verificação da documentação. Ele foi assistido pelo cônsul brasileiro, Julio Boaventura, e pela advogada, Mirian Maidana.

Segundo a vítima, seu conhecimento no país vizinho foi sua grande sorte, pois quando mencionou da extorsão ao comerciante no Paraguai, ele não aceitou a situação e chamou outros empresários de grandes lojas para denunciar o fato e apoiá-lo.

“Quando vi, foi chegando vários empresários de grandes lojas de Salto Del Guairá e me questionaram como tudo ocorreu. Eles citaram que vários brasileiros estariam sendo coagidos pelos policiais paraguaios e que eles não aceitavam essa situação, pois todas as vítimas eram seus clientes”, relata Panela, que sobrevive de pequenas vendas de produtos oriundos do Paraguai.

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