Agente que facilitava a entrada de droga e celulares na cadeia era investigado, diz delegado

O delegado chefe da 16ª SDP, Amir Roberto Salmen, convocou a imprensa para uma entrevista coletiva na tarde de segunda-feira(24) e explicou como acontece o flagrante do carcereiro, acusado de facilitar a entrada da geladeira recheada de maconha no mini-presídio de Campo Mourão.

Salmen disse que o agente vinha sendo investigada há algum tempo. Segundo o delegado, mesmo com a instalação de um detector de metais, alguns celulares e objetos estavam entrando na cadeia. “Sabíamos que havia facilitação e ficamos aguardando para descobrir quem era o responsável”, relata o delegado.

No dia da entrada da geladeira os policias já sabiam da intenção dos presos. “O agente responsável fez uma vistoria superficial e tivemos certeza do seu envolvimento”, explica Salmen.

De acordo com o delegado, a geladeira não chegou entrar na cela e quando os policias passaram a fazer uma nova vistoria no eletrodoméstico o agente mudou o comportamento. “Ele chegou a sair da sala”, relata.

Além da maconha, foram encontrados celulares, carregadores e vários talheres. O agente que não teve o nome divulgado, foi preso em flagrante e vai responder por tráfico de drogas e terá o agravante de ser servidor público. “A pena será acrescida pelo uso da função para facilitar o crime”, acrescenta Salmen.

O delegado chefe não descarta possibilidade de haver outras pessoas envolvidas. “Estamos no processo de investigação. Queremos saber quem preparou a geladeira”, finaliza.