Advogado tenta provar que mãe que degolou bebê sofre de depressão pós-parto
A diarista Maria Geni Lourenço de Oliveira, 41 anos, já está à disposição da Justiça na Cadeia Pública Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa. Nesta segunda-feira, ela foi autuada em flagrante pelo crime de homicídio, após confessar ter degolado a filha recém-nascida. O advogado que defende a mulher, Leandro Ferreira do Amaral, pretende entrar com o pedido de habeas corpus ainda nesta semana, mas aguarda o laudo da psiquiatra que prescreve o tratamento a Geni.
De acordo com Leandro, a principal tese da defesa será comprovar que a diarista agiu em decorrência de seu estado puerperal, na qual a gestante com depressão pode sofrer de alucinações e atentar contra a própria vida ou à vida da criança. “E ela já tem diagnóstico anterior de doença mental”, comenta. Se no decorrer do processo for confirmada essa hipótese, Geni pode ter redução da pena. Leandro explica que num caso normal de homicídio a pena varia de 12 a 30 anos de prisão, mas nessa situação, pode ser reduzida para dois a seis anos e a ré ser considerada inimputável.
