Acusado alega que morte de Tatiane foi uma fatalidade

A Polícia Civil concedeu na tarde desta quarta-feira (11) uma coletiva e falou do Caso Tatiane. O delegado chefe da 16ª Subdivisão Policial, Amir Roberto Salmen, disse que o nome do preso ainda não pode ser revelado, pois parte da investigação ainda se encontra sob segredo de justiça. O detido mora há muito tempo em Ubiratã é bastante conhecido. Isso foi tudo que a polícia revelou.

De acordo com o delegado responsável pela investigação, Marino Marcelo, o jovem de 28 anos disse, durante sua confissão, que a morte da jovem foi uma fatalidade. ‘A versão dele é que ela sofreu um ataque cardíaco e iria levá-la ao hospital, mas morreu no meio do caminho. Não sabendo o que fazer resolveu se livrar do corpo. Ele contou ainda que entrou em uma estrada rural, pegou a moça no colo e jogou no rio’, relata o delegado.

Isso teria acontecido ainda pela manhã do dia 03. Naquele dia, ele não voltou ao trabalho e no dia seguinte, disse que havia ficado doente e continuou trabalhando normalmente.

Marino Marcelo afirmou também que o jovem era colega de trabalho de Tatiane, mas que os dois não trabalhavam no mesmo setor. ‘Ele disse que não tinha nenhum relacionamento amoroso com a vítima. Confessou que tem namorada e praticamente mora com ela.’

Para o delegado, a versão do preso será analisada. ‘O motivo ainda não está claro. Ele disse que Tatiane afirmava ter uma foto de um veículo da empresa atolado, e que isso o comprometia. Mas tudo o que ele falou será confrontado com outras provas que temos’, reitera Marino.

O jovem foi preso em flagrante no local de trabalho. Dentro do veículo, os policiais encontraram uma algema.

O acusado está detido na cadeia pública de Campo Mourão.

As buscas pelo corpo de Tatiane continuam e as investigações ainda estão abertas.