Círculo do amor

amor

Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. 1º João 4:8

Em todos os séculos e continentes, pessoas de todos os matizes têm descoberto que Deus é amor. Ao pôr o ponto-final na “Divina Comédia”, Dante escreveu que é “o amor que move o Sol e as outras estrelas”. O poeta e filósofo Novalis, representante do romantismo alemão, morreu aos 28 anos, mas teve tempo de descobrir que “o amor é o fim último da história do mundo, o Amém do universo”. Vendo o amor divino em todos os lugares, a escritora inspirada Ellen White afirmou: “‘Deus é amor’ está escrito em cada botão de flor que se abre e em cada folha que cresce no campo” (Caminho a Cristo, 10). Para ela, um dia, quando o conflito entre a luz e as trevas terminar, quando o pecado deixar de existir, “desde o minúsculo átomo até o maior dos mundos, todas as coisas, animadas e inanimadas, em sua serena beleza e perfeito gozo”, declararão “que Deus é amor” (O Grande Conflito, 678).

Por sua vez, o psiquiatra Timothy Jennings relembra que a característica central de Deus é o amor: “A Bíblia não diz que Deus é perdão, embora seja Ele perdoador; nem que é conhecimento, embora seja onisciente; nem que é poder, embora seja onipotente”. “A lei de amor de Deus é o fluir exterior de Sua personalidade na dispersão constante de Si mesmo para criar, preservar e sustentar o universo”, diz o autor, para quem o círculo do amor marca toda a criação.

O círculo do amor divino pode ser visto em cada respiração, em que damos dióxido de carbono para as plantas, que nos devolvem oxigênio; no Sol, que fornece a energia para as plantas, que a processam e a distribuem em forma de frutos, castanhas, grãos e vegetais para nós e os animais; no ciclo hidrológico, em que os oceanos dão agia para as nuvens, que a devolvem em forma de chuva; ou na corrente elétrica, que gera luz quando o circuito dos elétrons se completa. Talvez não seja coincidência que, ao retratar o fundamento do trono de Deus, Ezequiel (10:1-10) tenha descrito uma roda dentro de uma roda, uma rotação dentro de uma rotação, num ciclo sem fim.

Assim como o sangue é o elemento vital do corpo, e a eletricidade é a força vital de um eletrodoméstico, e o dinheiro é a energia da economia e a liberdade é a essência da democracia, o amor é o dinamismo do universo. Onde está Deus, está o amor, e o amor faz o Sol brilhar e a vida florescer. O pecado rompe o ciclo da vida, mas o amor o restaura. Seja parte do círculo do amor!

Por Marcos De Benedicto 
Pastor e jornalista, com doutorado em Ministério na Universidade Andrews (EUA). Em 1987, foi chamado para atuar como editor na Casa Publicadora Brasileira, onde exerceu diversas funções. Atualmente é redator-chefe. Autor de vários livros e inúmeros artigos.