“A Santa Casa não pode ficar refém de interesses políticos”, critica Luiz Alfredo

Em meio aos últimos episódios envolvendo a Santa Casa de Campo Mourão, o vereador Luiz Alfredo da Cunha Bernardo (PT do B), ex-presidente da comissão de Revisão dos Custos e Acompanhamento da Gestão Administrativa do Hospital, critica a postura de políticos que estão utilizando a entidade com interesses eleitoreiros. “Acho que a entidade e a gestão de saúde pública não podem ficar refém de mesquinhos interesses políticos partidários”, criticou o vereador sobre a postura de políticos que estão à parte do fato, mas induzem intencionalmente o caso a erro de interpretação.

Sobre os repasses do Estado à Santa Casa, Bernardo que acompanhou desde o início a reabertura do pronto socorro, voltou a afirmar que até o momento o Governo ainda não depositou o dinheiro referente ao pacto assumido no início de fevereiro com a prefeita Regina Dubay (PR), e diretoria do hospital. Na ocasião, o secretário de Estado da Saúde, Michele Caputo Neto, esteve no município e se comprometeu em repassar mais R$ 160 mil mensais, além da verba do Hospsus (R$ 160 mil) para a reabertura do pronto atendimento na unidade. “Ainda não entrou nenhum centavo do dinheiro”, ponderou. Ou seja, a dívida do Governo com o hospital referente ao repasse é de R$ 800 mil até o momento. Bernardo esclareceu que apenas o repasse do Hospsus está sendo feito.

Ainda sobre a audiência cancelada com Beto Richa (PSDB), no mês passado, o vereador negou que a reunião tenha sido cancelada por falta de relatório relativo ao funcionamento do pronto atendimento. “A reunião marcada teria como objetivo principal a estadualização da entidade. E este assunto não é de interesse do Governo neste momento”, falou. Segundo o vereador, faltava para a diretoria do hospital apenas o relatório da conclusão das obras inacabadas e obras necessárias para funcionamento da nova ala e da maternidade.

A respeito da reunião realizada nesta semana, entre a diretoria do hospital e Estado, Bernardo informou que foi discutida uma forma de o Governo viabilizar a compra de insumos para a Santa Casa, o que possibilitaria a sobra de recursos à entidade. O vereador lamentou que o imbróglio entre o Governo e o hospital está provocando uma forte irracional movimentação política, aonde, vem sendo colocado em segundo plano os interesses da entidade e a necessidade dos usuários. “Fato lamentável e execrável”, criticou. “A sociedade nos últimos 30 dias já foi às ruas de forma viril e consciente para demonstrar a esses falsos demagogos de que não são acéfalos, muito menos passivos e inescrupulosos a movimentos criados de má gestão administrativa”, reprendeu Bernardo.
O vereador convidou a população a participar da audiência pública sobre a Santa Casa, no próximo dia 15, às 19 horas, no teatro municipal. “Quem quiser conhecer a verdade sobre essa entidade compareça a audiência”, pediu.