Vigilância apreende 164 quilos de carne de frango vendida irregularmente em Campo Mourão
A vigilância sanitária do município de Campo Mourão, em parceria com o Serviço de Inspeção Municipal, apreendeu 164 quilos de carne frango caipira. O produto estava sendo comercializado clandestinamente no Jardim Santa Cruz. A vigilância recebeu uma denúncia anônima informando o comércio irregular e constatou que o frango não tinha procedência, pois estava sem rótulo de identificação da origem.
O médico veterinário, Carlos Bezerra, responsável pela Vigilância Sanitária no setor de alimentos, informou que a carne vinha de Mariluz, região de Umuarama, e não estava em conformidade com a lei para sua comercialização. ‘Estava com irregularidade na armazenagem e transporte’, disse o veterinário.
Já o médico veterinário, Régis Canteri, da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente, responsável pelo Serviço de Inspeção Municipal (SIM), afirmou que o produtor também não possuía registro nem o selo de inspeção. Os profissionais comentaram o risco de contaminação por parte do consumidor caso venha se alimentar com carne contamina por doenças comuns nas aves. ‘Sem saber a origem fica difícil saber a qualidade da água utilizada e nem as condições do abate’, alerta o veterinário.
O produtor relatou aos fiscais que compra nos sítios vizinhos à sua propriedade formando lotes e depois abate e vende nos municípios da região.
De acordo com Bezerra, o órgão fiscaliza esse tipo de abate desde 1997 e já fechou abatedouros na região por funcionamento irregular. ‘É a segurança do consumidor que esta em jogo. Não devemos jamais consumir esse tipo de produto. Beber leite in-natura ou comer o queijo caipira confeccionado do leite sem a pasteurização é outro erro. O risco é muito grande’, lembra o chefe da vigilância.
Segundo Bezerra, há uma investigação em andamento para descobrir qual a origem de uma doença conhecida como brucelose encontrada em alguns indivíduos no estado. A recomendação é evitar esse tipo de consumo.
Marcos de Souza