Vereadores pedem sindicância para investigar atuação de quadrilha em leilão

A imediata instauração de comissão de sindicância para se apurar a atuação da equipe da Prefeitura de Campo Mourão no recente leilão de bens inservíveis realizado pela administração municipal que acabou na condução de mais de 20 participantes para a 16ª Subdivisão Policial e na prisão de pelo menos oito pessoas. É o que estão requerendo a Prefeitura os vereadores Sidnei Jardim e Beto Voidelo.

A Polícia foi acionada por um representante do Observatório Social que acompanhava o remate, após verificar a ação de elementos que pressionavam os participantes a não darem lances, inclusive adiantado que estavam adquirindo os lotes do leilão para revendê-los pouco depois em uma churrascaria localizada nas imediações. “Como o único representante do Observatório Social no leilão percebeu a ação da quadrilha e a equipe da Prefeitura que comandava o leilão não viu a ação dos meliantes? Se percebeu, porque nada fez?”, questionam os vereadores.

Sidnei Jardim e Beto Voidelo querem saber ainda se foram efetivamente canceladas as vendas efetuadas no leilão, além dos valores obtidos em cada um dos lotes colocados à venda. A Prefeitura terá de informar ainda o nome dos integrantes da comissão de avaliação dos bens colocados à venda no remate.

A 16ª SDP está sendo requerida cópia de todos os depoimentos prestados pelas 22 pessoas conduzidas até o órgão. Eles querem saber se algum dos participantes do leilão que se sentiu prejudicado pela ação da quadrilha procurou o leiloeiro ou alguém da organização do remate para reclamar.

O leilão foi realizado pela Prefeitura de Campo Mourão no dia 19 de abril e a Polícia constatou que se tratava de uma quadrilha especializada em fraudar remates. No leilão foram colocados à venda sucata de informática, lenha, veículos, equipamentos rodoviários, móveis velhos, etc.