Vereador retoma discussão sobre ciclovia de acesso a UTFPR
Na última sessão da Câmara Municipal, um requerimento do vereador Sidnei Jardim (PPS) retomou a discussão da construção de uma ciclovia de acesso às instituições de ensino que margeiam a BR 369. Estudantes da UTFPR sugerem que a ciclovia tenha início no trevo de entrada do Jardim Lar Paraná até a entrada da universidade. O diretor de Graduação e Educação Profissional da instituição, Adriano Romero, informa que encaminhou ofícios, solicitando a ciclovia, à Prefeitura e ao Dnit (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes). A Prefeitura de Campo Mourão pede paciência.
A discussão da construção de uma ciclovia e até de uma passarela (ver. Nelita Piacentini-PSD) para o acesso à UTFPR tem pelo menos cinco anos. Os estudantes Rodrigo Mendonça, 25 e Guilherme Bertuzzo, 26 – membros do DCE Livre UTFPR-CM – comentam que o problema já passou pela Câmara, Dnit e DER. Mendonça diz que estes órgãos estão a favor da melhoria, mas que não têm projeto nesse sentido. Já Bertuzzo considera que “é responsabilidade da cidade viabilizar projetos para melhorias nessa área”.
A servidora da UTFPR, Luzia Gomes, 49, conta que faz um percurso alternativo, de bicicleta, para ir e vir ao trabalho, tentando correr menos risco de vida. “Moro em frente ao Parque do Lago. Então eu vou e venho pela rua paralela à BR (Rua Rosalina Maria dos Santos), saio pelos fundos da Sajama e pego aquela entrada do Jardim Araucária”, explica a zeladora que argumenta que de bicicleta ganha tempo para outras atividades que tem em casa. “Uma ciclovia aqui seria muito bom”, enfatiza.
O professor Adriano Romero diz que a UTFPR (Campus Campo Mourão) não tem um levantamento de quantos alunos utilizam bicicletas como meio de transporte. Contudo, conta que muitos alunos dizem não usar bicicletas por não haver uma via adequada para isso. Segundo Romero, a instituição já certificou o Dnit e a Prefeitura quanto a necessidade de uma ciclovia.
O coordenador geral do Município de Campo Mourão, Carlos Garcia, pede paciência à população e diz que a Prefeitura tem projeto de ciclovia para aquela área, mas que precisa de resposta do Ministério dos Transportes para atestar a viabilidade da obra. “Tem que ter um estudo bem feito porque promover o cruzamento das vias que saem do Centro com a Avenida Miguel Luiz Pereira é complicado e arriscado”, explica. Assim, continua a espera.