Um serviço quase perfeito
Nos arredores dos postos Vian e Andrade, onde recentemente a Prefeitura realizou o recapeamento asfáltico, registra-se um problema com a finalização do serviço. As bocas de lobo ficaram ressaltadas – no meio do caminho – entre as ruas e os pátios onde caminhões e carretas fazem suas manobras para estacionar. Como resultado, os veículos passaram por cima das bocas de lobo e a maioria das tampas dos bueiros foi parar dentro deles. A solução encontrada pela Prefeitura foi colocar manilhas ao lado dos bueiros, o que dificulta a circulação dos veículos.
O problema é admitido por todos entrevistados, embora nem todos queiram ser identificados nesta matéria. O proprietário do Posto Vian, Bernardino Vian, aponta o erro e a solução do serviço. “Eles fizeram errado. Fizeram as bocas de lobo como se fossem fechar o pátio de meio fio. E não tem como fazer isso porque os caminhões precisam circular. Eles teriam que colocar bocas de lobo planas, uma grade de ferro maciço, sem ressalto”, sugere.
Para o gerente da Transportadora Calzalog, João Nortocke, era previsível que as bocas de lobo seriam quebradas. “Como é que os bueiros iam aguentar caminhões com até 54 mil quilos circulando no pátio? Poderia aguentar se eles tivessem colocado uma ferragem vazada (para a passagem de água). E o pior é que eles estudaram muito como deveria ser o asfalto aqui. E o asfalto está aguentando o trânsito pesado, mas eles pecaram nas bocas de lobo!”, enfatiza.
O vulcanizador de lonas que trabalha no local, Anselmo Dolinsk, observa constantemente a dificuldade dos motoristas para manobrar, com as manilhas que a Prefeitura colocou para preservar os bueiros. “Tem situação que as carretas não conseguem manejar por causa das manilhas. Eles deviam tapar os bueiros com canos de ferro maciço, com algum espaço entre eles por causa da água, e manter o asfalto no mesmo nível desses canos.”, explica.
Em frente à empresa Mourão Auto Elétrica e Acessórios (onde caminhões e carretas estacionam à espera do atendimento), alguém colocou uma grade de ferro para evitar que os pneus dos caminhões ficassem presos na boca de lobo sem tampa há meses por causa do tráfego. Mesmo assim a grade já entortou. Alguns acreditam que para suportar o peso e escoar as águas pluviais a boca de lobo ideal é como a que existe na esquina do Posto Andrade (conforme indicado na legenda da galeria de fotos ao final dessa reportagem).
O coordenador geral do município, Carlos Garcia, justifica que o orçamento da obra não contemplava o rebaixamento dos bueiros ou o nivelamento do asfalto junto às bocas de lobo. “Vamos verificar a melhor solução para ver se a gente mantém as bocas de lobo com alguma sinalização ou se fechamos com meio fio e deixamos uma entrada e uma saída para os veículos”, explica.
