Turista paranaense conta que viu tubarão abrir a boca na hora do ataque

Márcio de Castro Palma, turista vítima de um ataque de tubarão em Fernando de Noronha (PE) – Foto: Maria Luiza Veiga – Divulgação

Márcio de Castro Palma, turista vítima de um ataque de tubarão em Fernando de Noronha (PE) – Foto: Maria Luiza Veiga – Divulgação

O turista paranaense Márcio de Castro Palma,  mordido por um tubarão em Fernando de Noronha, afirmou, em entrevista coletiva realizada na tarde desta quarta-feira (23), que não tocou no animal antes de ser atacado. A entrevista aconteceu no Hospital Unimed III, na Ilha do Leite, em Recife. A viagem, finalizada com o incidente, foi a primeira do contador ao Arquipélago.  As informações são do Diário de Pernambuco.

Márcio, nascido no município de Loanda, teve o antebraço direito amputado devido aos ferimentos. O ataque ocorreu na Baía de Sueste, onde há grande incidência de tartarugas e é possível visualizar tubarões. Segundo ele, que chegou domingo em Noronha com a esposa, a cunhada e um casal de amigos, a chegada do grupo à praia aconteceu por volta das 15h. Assim como avaliado durante investigação sobre o fato, foi confirmado por ele que a água estava turva no dia, e que a demarcação feita por boias acontecia normalmente.

O paranaense, que tem experiência com mergulho, relatou que se afastou da faixa de areia, enquanto sua esposa permaneceu numa parte mais próxima ao raso. Ao perceber a presença do tubarão, Márcio começou a nadar, mas não conseguiu se afastar a tempo. Fiz um giro de 360 graus e, quando me posicionei novamente de frente para o oceano, eu já vi um tubarão bem na minha frente. Ele já estava começando a abrir a boca na minha frente”, disse. “Eu tentei me desvencilhar e fui com a mão, para nadar para trás, e a minha mão direita entrou na boca dele, que já estava aberta”.  Na tentativa de se desvencilhar do animal, mexeu rapidamente os braços e percebeu que parte do seu membro foi perdido com a mordida.

Com a grande mancha de sangue no mar, sua esposa tentou ajudá-lo, mas Márcio pediu para que ela saísse da água. Ele afirma não se lembrar exatamente do que ocorreu após perceber a mordida.

“Eu voltaria a Noronha, mas com mais cautela. E indicaria aos meus amigos. Agradeço bastante a equipe de emergência que estava de férias e me ajudou bastante. Eles foram fundamentais”, diz Márcio. Ele confirma que recebeu as recomendações sobre as práticas de mergulho e a possibilidade de ver tubarões. Bem-humorado, Márcio de Castro, que é destro, diz que pretende encontrar novas formas de se adaptar à sua profissão.