Trabalhadores dos Correios também aprovam indicativo de greve e podem parar dia 17

Os trabalhadores dos Correios aprovaram por ampla maioria o indicativo de greve para dia 17 de março. Neste dia, haverá novas assembleias pelo estado em que os trabalhadores poderão deflagrar a paralisação. As assembleias foram realizadas nesta quinta-feira (5) em Curitiba, Londrina, Cascavel, Ponta Grossa e Maringá,
As assembleias fazem parte do calendário da Campanha Nacional contra a Privatização dos Correios, da Federação Nacional dos Trabalhadores de Empresas em Correios – Fentect. A campanha nacional dos trabalhadores dos Correios tem como eixo central a luta contra a privatização dos Correios que está acontecendo a partir do CorreiosPar – empresa privada que servirá como subsidiária para que a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT expanda sua atuação em outros ramos, através da compra e de sociedade com grupos privados.
A categoria exige também que o plano de saúde volte a ser gerido pela ECT; entrega de correspondências só pela manhã; contratação imediata através de concursos públicos; pagamento de adicionais de periculosidade e adicional de risco aos carteiros motorizados; anistia; jornada de seis horas para atendentes; mais segurança nas agências dos Correios e retirada da direção da empresa com eleição direta para todos os cargos.
Pautas estaduais dos trabalhadores nos Correios do Paraná aprovadas em assembleia: pela volta do adicional dos OTTs que trabalham em CDDs; fim da sobrecarga de trabalho, em especial nos CTC/CTE/CTCI; fim da desova das encomendas no prédio da João Negrão e a responsabilização dos gestores pelo problema – etiquetas erradas para encaminhamento rápido do serviço; resolução do problema da climatização do CTCE de Londrina; contra as dobras continuadas nos CDDs – pela contratação de trabalhadores; contra os descredenciamentos do Postal Saúde; entrega pela manhã em todo o Estado e por um cronograma e lista de cidades que terão entrega pela manhã.
Eles também exigem porta giratória em todas as agências dos Correios; segurança armado em todas as agências dos Correios; fim do contrato temporário; contra o pagamento das multas do Sedex pelos carteiros; não pagamento da reciclagem decorrente de multas de trânsito pelos trabalhadores e nem que os trabalhadores assumam os pontos na carteira.
Ainda, entre as pautas Nacionais estão: cumprimento do acordo coletivo por parte da ECT; imediato cumprimento da cláusula 33 do acordo coletivo que prevê que a ECT se responsabilize pelo pagamento do salário do trabalhador afastado no período que o INSS ainda não tiver assumido o pagamento; pagamento do seguro de vida para carteiro e atendente (Cláusula 76).; manutenção dos direitos previsto no plano de saúde da categoria, contra os descredenciamentos de clínicas e hospitais, cobranças e compartilhamento indevidas, atraso na liberação de procedimentos, inclusive cirurgias e partos; contra o Correios Par S.A. que privatiza os Correios e pela volta dos Correios Saúde – caixa de assistência a saúde vinculada com o RH da empresa.
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