Terceira vítima de explosão na Pinduca será sepultada hoje
Morreu no hospital em Goiás mais uma vítima da explosão na Pinduca em Cianorte. O corpo do jovem César de Souza Silva, 27 anos, será sepultado nesta quinta-feira (19) no Cemitério Municipal de Cianorte.
Silva estava internado na UTI do Hospital de Urgências de Goiânia (HUGOL) desde o dia 5 de maio. Segundo informações médicas, ele teve quase 80% do corpo queimado. A morte do rapaz foi confirmada no final da manhã desta quarta-feira (18) pelo departamento jurídico da empresa.
A diretoria da Pinduca contratou um serviço funerário aéreo para trazer o corpo do trabalhador que deveria chegar no início da madrugada desta quinta feira em Cianorte, onde morava com a família.
O rapaz que era solteiro, trabalhava como funcionário da Pinduca e residia na Vila Sete, com os pais e irmãos. A notícia comoveu amigos e conhecidos de trabalho. Ele foi a terceira vítima fatal desde o ocorrido, em 4 de maio.
Segundo informações do hospital repassadas à empresa, a morte de Silva se deu em função de complicações. O advogado do grupo Pinduca, João Liberati, informou por telefone à Tribuna que todo o apoio será prestado à vítima do trabalhador.
“Fizemos o possível. A Pinduca permanece prestando todo serviço aos familiares dos demais feridos e vai prestar a assistência necessária para a família em luto”, garantiu o advogado, emendando que “o momento é dor e tristeza não apenas para familiares, mas também para diretoria da empresa”.
Entre os trabalhadores feridos, que estão observados em unidades referenciais de tratamento para queimaduras, Silva era o de estado mais grave. Além dele, outro trabalhador, Elias Mendes Silva, 34 anos, segue internado também em Goiânia. Outras três pessoas que ficaram feridas na explosão permanecem hospitalizadas: Dorival Davanço e Tiago Pintato foram transferidos para o Hospital Evangélico de Curitiba, e Aleksander Martins ao Evangélico de Londrina.
Com o óbito de Silva, o número de mortos devido à explosão subiu para três. Ricardo da Silva, 35 anos, morreu no local e Vanderlício de Alexandrina, 56 anos, chegou ser socorrido, mas faleceu um dia depois de dar entrada no Hospital Santa Casa. O acidente na fábrica da Pinduca Alimentos completou, nesta quarta-feira (18), duas semanas.
