Servidores municipais paralisam atividades para cobrar cumprimento do acordo salarial

Os servidores municipais de Campo Mourão estão indignados com a decisão da administração em suspender o pagamento da parcela de 3,5% e a reenquadramento de cerca de 580 servidores que faz parte do acordo assinada por ocasião da negociação da data base. Para cobrar o cumprimento do acordo os servidores decidiram, através de assembléia realizada na sede do SINDISCAM, a paralisação das atividades.

Alegando impedimento legal para autorizar o pagamento, a administração municipal, comunicou aos servidores que estaria enviando um projeto de lei à Câmara de Vereadores transferindo o pagamento das parcelas do acordo, assinado em março, para o próximo ano, já na gestão da prefeita eleita, Regina Dubay. Os servidores não aceitaram a proposta e decidiram pela greve.

E na manhã desta quarta-feira (7), cerca de 500 servidores (segundo números do sindicato) se reuniram em frente ao Paço Municipal para mostrar sua indignação e forçar o prefeito a rever sua posição. Duas reuniões foram realizadas ao longo da quarta feira, mas as negociações não avançaram e sem nenhuma contra-proposta os servidores decidiram continuar a paralisação.

Nesta quinta, com a realização de um evento no Celebra, como parte da Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho, a direção movimento transferiu para o pátio de estacionamento do Celebra as manifestações em repúdio à decisão da prefeitura, que se manteve irredutível na questão do pagamento das parcelas do acordo.

Os servidores organizaram um “apitaço” e em seguida saíram em carreata pelas principais ruas e avenidas da cidade. O prefeito entrou em contato com a direção do sindicato e marcou uma reunião para as 11h00. Nesta reunião, segundo a presidente do Sindiscam, Silvane Botega, ele pediu uma trégua até a próxima terça-feira. Enquanto isso ele irá a Curitiba para consultar, pessoalmente, o Tribunal de Contas sobre a legalidade do pagamento. O Departamento Jurídico do sindicato entende que o pagamento das parcelas não implicará em improbidade administrativa, já a procuradoria geral do município entende que o prefeito corre sérios riscos de uma ação no futuro.

Diante do pedido de trégua, os servidores realizaram uma assembléia na área de estacionamento do Celebra para decidir sobre a suspensão da greve até a próxima terça-feira ou se continuam de braços cruzados, no aguardo de alguma nova proposta na terça-feira. Alguns entendem uma suspensão da paralisação enfraqueceria o movimento, mas para outros mostraria boa-vontade nas negociações.