Semáforo do Lar Paraná ainda está no papel e vereador quer explicações

Trevo que dá acesso ao Lar Paraná
A instalação de semáforo na confluência das avenidas Miguel Luiz Pereira e Presidente John Kennedy, principal acesso a Asa Oeste de Campo Mourão, continua no papel.
Nesta semana, o vereador Edson Battilani (PPS) protocolou requerimento no Poder Legislativo para saber da prefeita Regina Dubay quais são as providências tomadas “para a instalação do citado e aguardado semáforo no trevo de acesso ao Grande Lar Paraná”. Ele alega já temrecursos financeiros destinados pela Câmara de Vereadores desde 2013 e projeto técnico elaborado por uma empresa especializada de Cascavel.
De longa data, a população que reside nos mais de 10 bairros e vários conjuntos habitacionais da Asa Oeste cobra uma solução para o problema de transito registrados cotidianamente no trevo.
A preocupação acentua-se ainda mais agora em razão da eminente conclusão da pavimentação da centenária Estrada Boiadeira (BR 487), que canalizará todo o fluxo de veículos para o trevo. A nova rodovia se tornará o caminho mais curto entre a região Noroeste do Estado e o Mato Grosso do Sul com o Posto de Paranaguá, o que deverá provocar um intenso tráfego de caminhões, entre outros veículos.
História
Em 2013, Edson Battilani protocolou requerimento reivindicando ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) a instalação urgente de semáfaro no trevo. Para fundamentar o pedido destacou o intenso tráfego no local e o elevado número de acidentes (inclusive com vítimas fatais). O órgão federal respondeu que a instalação e a operação de semáfaros não era de competência da autarquia, uma vez que a via possui características urbanas. A competência é, portanto, da Prefeitura.
Em seguida, o vereador formulou oficialmente a solicitação da instalação do semáfaro a prefeita Regina Dubay. A administração municipal informou que a Secretaria de Planejamento e a Diretran estavam realizando estudos de trafegabilidade visando a instalação do semáfaro ou a implementação de outra intervenção para resolver o problema. Também comunicou que não dispunha de recursos para a conclusão do projeto e a aquisição de equipamentos, justificando projeto de lei de suplementação no valor de R$ 500 mil para projetos ligados ao trânsito.
No mesmo ano, a Câmara Municipal devolveu a Prefeitura recursos de seu orçamento e ficou pactuado que parte seria destinada a instalação do semáfaro. Em setembro de 2013, a Câmara Municipal aprovou projeto do Poder Executivo que destinava R$ 78 mil para a colocação do semáfaro. Cerca de um ano depois, em outubro de 2014, a Prefeitura apresentou o projeto de sinalização semafórica do trevo, elaborado pela empresa ALN Mobilidade Urbana.