Sem acordo com Fenaban, Bancários poderão entrar em greve

Marcelo Legnani informa que os cinco maiores bancos do país
apresentaram, juntos, lucro de R$ 42 bilhões no primeiro semestre – Foto: Clodoaldo Bonete/Tasabendo.com
Clientes dos bancos receberam panfletos do Sindicato dos Bancários, apontando os motivos da possível greve – Foto: Clodoaldo Bonete/Tasabendo.com
Representantes do Sindicato dos Bancários de Campo Mourão distribuíram panfletos hoje de manhã nas agências bancárias da cidade para comunicar os clientes da possibilidade de greve a partir de setembro. A categoria considerou insuficiente a proposta salarial da Fenaban – Federação Nacional dos Bancos – e uma nova rodada de negociação deverá ser realizada nesta quinta-feira.
Os trabalhadores querem aumento real de salário, a manutenção da Convenção Coletiva de Trabalho, manutenção dos empregos com proibição das demissões em massa, e que nenhum bancário receba Participação nos Lucros e Resultados (PLR) menor em 2018.
As negociações iniciaram em 13 de junho, e após oito rodadas de negociação, a Fenaban apresentou aos bancários uma proposta de acordo com aumento de 0,5% e redução de vários direitos, como PLR das mães em licença-maternidade e bancários afastados por adoecimento.
“Não podemos aceitar uma proposta que retira nossos direitos, por isso estamos fazendo essa manifestação nas agências bancárias para comunicar os clientes que uma greve pode estar próxima”, disse Luiz Marcelo Legnani, diretor do Sindicato dos Bancários de Campo Mourão.
Segundo ele, após essa nova rodada de negociação, marcada para hoje, a categoria deverá reunir-se em assembleia para analisar a proposta. “Esperamos que apresentem uma proposta que atenda às necessidades da categoria, caso contrário teremos greve no próximo mês. Além da questão salarial, reivindicamos também a reposição no quadro de funcionários, que está muito reduzido. Ocorrem as demissões e não há reposição, tornando o atendimento comprometido ao cliente”, afirma.
Legnani informa que os cinco maiores bancos do país – Brasil, Caixa, Itaú, Bradesco e Santander – apresentaram, juntos, lucro de R$ 42 bilhões no primeiro semestre de 2018, quase 18% a mais que em 2017. “É o setor mais lucrativo do país, que insiste no corte de direitos de desvalorização de seus funcionários.”
