Seleta coletou 960 toneladas de lixo reciclável em 2019

A coleta seletiva é realizada duas vezes por semana, em toda da cidade – Foto: Divulgação

Durante o ano passado a empresa Seleta –responsável pela prestação de serviços de limpeza das vias urbanas e coleta de lixo em Campo Mourão – recolheu 960 toneladas de lixo reciclável no município. O volume é muito baixo para uma cidade com mais de 90 mil habitantes.

O gerente da Seleta, Gustavo Pascon aponta o motivo. Segundo ele, pelo menos 70% dos recicláveis são recolhidos por catadores individuais, antes da passagem do caminhão. “Esse problema é antigo, mas não tem como resolver. Os catadores autônomos passam antes do nosso caminhão e carregam tudo. Como eles não têm hora para trabalhar, fazem o serviço até durante a noite”, afirma Pascon.

Tem dias que o caminhão chega quase vazio ao pátio, segundo ele. O problema maior é a agressão ao meio ambiente, pois esses catadores recolhem apenas o que lhes interessa das sacolas, deixando o restante exposto às margens de rios e fundos de vales, além de muita sujeira nas ruas.

Também compromete a geração de renda de pessoas que vivem da coleta deste tipo de material. A coleta seletiva é feita duas vezes por semana em 100% dos bairros do município e todo o material é levado para as cooperativas de recicláveis Associguá (Associação de Arrecadação de Materiais Recicláveis da Vila Guarujá), que funciona em um barracão no Lar Paraná e a Cooperesíduos (na antiga Prainha Humaiti).

As cooperativas, que têm o apoio do município por meio da Secretaria da Agricultura e Meio Ambiente, fazem a separação por tipo de material e vendem para indústrias de processamento, sediadas em Engenheiro Beltrão e Maringá.

30% VAI PARAR NO ATERRO SANITÁRIO

Apesar de passar duas vezes por semana em todos os bairros da cidade, muita gente ainda não se conscientizou da importância de fazer a separação do lixo. Segundo Pascon, ao menor 30% dos recicláveis são descartados junto ao lixo domésticos pelos mourãoenses.

“Infelizmente uma grande quantidade vai parar no aterro sanitário junto com o lixo doméstico, por falta de conscientização das pessoas”, lamenta.

Segundo ele, a Seleta conta hoje com uma boa estrutura de trabalho em Campo Mourão. “Temos caminhões novos e 110 funcionários, equipe suficiente para atender plenamente Campo Mourão.”