Saúde, infra-estrutura e segurança são prioridades dos moradores do Parigot de Souza

Populares do Conjunto Habitacional Parigot de Souza elencam os temas que consideram prioritários no bairro. Eles apontam a falta de um bom atendimento de saúde, infra-estrutura e segurança, entre outras coisas. A população local é atendida pelo posto de saúde do Jardim Paulista.

A cozinheira Patrícia Viviane Gonçalves, 38, diz que a falta de rede para internet no bairro é um problema. “Eles falam que só internet para o Centro e aqui não chega. A única saída é colocar a internet via rádio”, imagina. Para ela a feira livre local está muito fraca. “só tem duas banquinhas”, reclama. Patrícia também critica o serviço de saúde do posto municipal. “A fila de espera é grande. Estou esperando uma dermatologista voltar de férias desde o ano passado para me atender!”, desabafa.

Para a engenheira agrônoma, Solange Alves Magalhães o atendimento do posto de saúde está a contento. Ela se queixa da pouca iluminação e fala que o serviço de limpeza das ruas acontece uma vez por mês em sua rua. “Uma vez por mês? Eu acho pouco”, questiona. Em sua opinião também são poucas as vezes que a Policia Militar circula pelo bairro. “A Segurança não é muito boa”, salienta.

A dona de casa Luiza Biondo, 59, considera inadmissível que uma consulta demore até três meses para ser agendada. “Tenho um sobrinho que tem depressão e é um sacrifício conseguir uma consulta com um psiquiatra. O remédio dele acaba e não tem como conseguir outra receita para comprar. Ele acaba ficando sem o remédio sem poder”, relata.

Morador do bairro há 24 anos, o aposentado Luis de Lima Silva, 58, apresenta uma série de reclamações e sugestões para o bairro. “Aqui, para começar, tem que ter um postinho. Falta bastante quebra-mola. A iluminação está péssima. Policiamento raramente passa aqui. Precisa mudar o presidente do bairro também, faz tempo que ele está aí e não traz nada. Tem uns caras que cortam árvores e queimam ali na esquina, tinha que ter uma fiscalização. O lixeiro deixa o lixo para traz, o que cair eles não pegam. E essas bocas de boca estão quase todas entupidas”, dispara.

Acostumada com as reclamações dos vizinhos sobre o posto de saúde, a aposentada Lucília Berbet da Cruz, 72, conclui que essa demora deve ser mesmo para os mais jovens. “O posto de saúde demora uns três ou quatro dias para marcar a consulta. Acho que demora menos tempo para quem é de idade”, ressalta.

Para o aposentado Antonio Gaspar, 68, o bairro precisa de mais segurança e a região da Asa Leste precisa de melhorias na Saúde. “O posto de saúde tem que ter mais médicos. Por outro lado, a prefeitura tem um projeto de um 24 horas para a Asa Leste ali perto do Centro da Juventude. Se acontecer vai ser muito importante”, espera. Ele lamenta que hoje as pessoas tenham que sair de madrugada e atravessar a cidade para serem atendidas no 24 horas do Lar Paraná. “Quem tem carro ainda se vira, mas e quem não tem?”, indaga.

A cabeleireira Célia T. Nogaroli Kretski, 59, é a favor da implantação de um clube de mães para as mulheres e de algum instituto profissionalizante que garanta o aprendizado da juventude antes do início da vida profissional deles. Ela também reivindica mais segurança para o bairro em especial com a contratação de um vigia para o espaço de lazer da localidade. “Precisa de uma pessoa para cuidar do nosso bosque para não estragarem os brinquedos e os aparelhos de ginástica”, sugere.