Rodas de conversa com alunos e panfletagem marcam Semana de Combate ao Trabalho Infantil

Foto: Da Assessoria

Na semana em que é comemorado o Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil (12 de junho), a administração municipal de Campo Mourão programou algumas rodas de conversa com alunos da rede municipal, além de panfletagem na Praça da Fórum. O trabalho, em conjunto entre as secretarias de Educação e de Assistência Social, visa sensibilizar sobre esse problema, que afeta diretamente a vida de crianças e adolescentes.

As rodas de conversa foram iniciadas nesta segunda-feira (9), na Escola Municipal Nicon Kopko e prosseguem até quarta-feira nas escolas Maria do Carmo Pereira e Paulo VI, nos períodos da manhã e tarde. Na quinta-feira (12), dia dedicado a conscientização sobre o tema em todo o mundo, será realizada uma panfletagem na Praça Bento Munhoz da Rocha (Praça do Fórum), das 17 às 19 horas. Durante o mês o tema também será trabalhado com crianças dos serviços de convivência.

Em Campo Mourão existe o Comitê Intersetorial da Rede de Cuidado e de Proteção Social de Crianças e Adolescentes, envolvendo diversos órgãos e entidades. As ações são coordenadas pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social e pelo Comitê Intersetorial de Erradicação do Trabalho Infantil (CIMPETI).

“Os casos de trabalho infantil ainda é subnotificado e envolve tabus e modos de cultura que não reconhecem a violência e o direito da criança e do adolescente”, enfatiza a secretária municipal de Assistência Social, Márcia Caldera. Ela lembra a Lei nº 10.097, de 2000, conhecida como Lei do Jovem Aprendiz, permite o trabalho do adolescente, assegurados os devidos direitos.

Para denunciar casos de suspeita ou confirmação de trabalho infantil, os canais são: Disque 100; (https://ipetrabalhoinfantil.trabalho.gov.br/#!/); CREAS: 3518-4408; Conselho Tutelar; Ouvidoria Geral do Município (156).

NÚMEROS EM CAMPO MOURÃO

Em 2024, o Comitê constatou 9 casos de trabalho infantil, que foram encaminhados ao CREAS e aos CRAS. Nesses casos, as equipes realizam atendimentos às famílias e ao adolescente, com orientações que visam sensibilizar os responsáveis sobre seu papel protetivo e de oportunizar as crianças atividades educativas, de esporte, lazer e cultura. Os órgãos de proteção também encaminham para cursos de qualificação e ao programa Adolescente Aprendiz.