Queixas contra a saúde são unanimidade entre moradores do Jardim Santa Cruz
Entre todos os entrevistados do Jardim Santa Cruz, a principal queixa é contra a Saúde. Seja pela demora para agendar uma consulta, um exame, uma cirurgia ou ainda pela dificuldade de encontrar remédios no postinho de saúde do Jardim Modelo, os moradores estão insatisfeitos. Eles também apontam outros problemas da localidade.
Segundo o comerciante José Ferreira dos Santos, 63, falta iluminação de qualidade no bairro e “dependendo da rua que você vai, dá até medo de andar depois das 22h”. Ele explica que as lâmpadas próximas a seu comércio, na entrada do bairro, já passaram da hora de trocar. Para ele outro motivo de preocupação é a saúde. “Há falta de médicos e medicamentos nos postinhos. É um problema que está por toda parte”, lamenta.
Para a diarista Maria Lemes P. Fernandes, 41, é preciso melhorar a segurança do bairro, resolver o problema da falta de professores na escola Ethanil Bento de Assis e acabar com a demora por consultas no posto de saúde daquela região da cidade. “Este ano foram raras as vezes que meu filho ficou o tempo todo na escola. Na maioria das vezes ele veio embora mais cedo por falta de professores”, reclama. Doente do estômago há quatro meses, ela relata que está há um mês esperando por uma consulta. Maria diz, contudo, que isso é o que de mais simples acontece na saúde de Campo Mourão.
Ela conta que ficou quatro anos esperando para fazer uma cirurgia da vesícula. “Nesse período, eu me internei três vezes para fazer a cirurgia e me mandaram voltar para casa. Ficava em jejum até duas, três horas da tarde e era dispensada. O médico dizia que não era culpa dele. Eu estava quase toda a semana no Cis-Comcam”, narra.
A dona de casa Marvalina dos Santos, 50, diz que há muito buraco no asfalto do bairro e que o serviço de tapa buraco resolve por pouco tempo. “Eles tapam os buracos e logo quebra tudo de novo”, observa. Para ela a saúde está péssima. “Para agendar uma consulta vai meio ano ou um ano. Antigamente a gente agendava a consulta ou fazia uma ultrassom com uma semana”, recorda.
Encostada pelo INSS por problemas de saúde, Adriana de F. da Cruz, 34 diz que faltam melhorias para a saúde, iluminação pública, limpeza das ruas e das bocas de lobo, que segundo ela, estão cheios de barro e lixo. “Mas a prioridade mesmo é a saúde que precisa ter mais médicos. Os enfermeiros e assistentes sociais fazem a parte deles, mas demora de 15 dias a um mês para se fazer uma consulta se não for com especialista”, explica e afirma: “Minhas cirurgias e consultas estou fazendo particular porque se fosse depender do posto de saúde estaria perdida!”.
Dejanira da Silva Pereira, 61, aponta à falta de médicos do posto de saúde. “Só tem uma médica e eu preciso pegar remédio. Sem receita do médico não tem como fazer. Estou indo a semana inteira no posto para agendar e não tem consulta. Precisamos de um atendimento melhor”, pede.
O mecânico Misael Alves Barbosa, 32, diz a situação do asfalto é ruim. “Eles remendam e nunca está bom”, queixa-se. Misael diz que pouco se utiliza do serviço municipal de saúde, mas relata que “muitas pessoas reclamam da saúde… dizem que para marcar uma consulta dá trabalho”.
A dona de casa Suzana Ribeiro da Silva, 31, afirma que a saúde está péssima. “Pedi uma faixa para o meu menino que se machucou e não tinha. Não tem medicamentos. E quando a gente está doente é para hoje e não daqui um mês”, fala.