Professores da Unespar reúnem-se em Curitiba e decidem pela continuidade da greve
Representantes dos campi da Unespar reuniram-se na manhã desta quinta-feira (20), em Curitiba, para discutir a continuidade da greve das universidades. Os professores saíram do encontro ainda mais convictos de que não voltarão às aulas, enquanto o governo do Estado do Paraná não recuar dos cortes, que no caso da Unespar chegam a 53% do orçamento e podem, segundo os sindicalistas, custar o credenciamento da universidade.
Segundo a professora Dalva Helena de Medeiros, membro do comando de greve do campus de Campo Mourão, a ação do governo afeta de modo especial o futuro da Unespar. “A Unespar está se constituindo e precisa, nos próximos cinco anos, se estabelecer no tripé Ensino/Pesquisa/Extensão. Estes cortes inviabilizam isso”, explica a professora, que lembra que até 2018 a Unespar precisa ter seis programas de mestrado e um de doutorado.
Medeiros pondera que para os professores participarem dos programas de pós-graduação, mestrado e doutorado é preciso que outros professores assumam parte das aulas que os primeiros têm que deixar para garantir a qualidade desse novo ensino. “E o governo considera que a Unespar tem 70 professores em excesso!”, lamenta.
A professora lembra que no final de 2013, a Unespar recebeu credenciamento (como universidade) provisório de cinco anos, mas que para manter-se como universidade, precisa emitir e produzir conhecimentos. “O credenciamento é avaliado a cada dez anos. Logo, quem está se constituindo como universidade precisa de mais investimentos, quando na verdade, estamos recebendo cortes no orçamento até maiores que as demais universidades do Paraná”, enfatiza.
Novas reuniões do SindUnespar estão previstas para pautas comuns com os professores da Educação Básica e demais universidades, como “1/3 de férias” e “Paraná Previdência” (de onde o governo pretende confiscar recursos para pagamento de outras contas do Estado). “Para se ter uma ideia da gravidade do problema, se esses cortes permanecerem, quatro das sete universidades fechariam de cara”, salienta.
