Professor da Unespar diz que tremor pode ser difícil de ser sentido

Assustados, servidores deixaram prédio no Setor Comercial Sul em Brasília, após tremor – Foto: José Cruz/Agência Brasil
O terremoto de magnitude 6,8 na escala Richter, oriundo da Bolívia, foi sentido por volta das 11 horas desta segunda-feira, no Distrito Federal, em São Paulo, no Paraná, no Rio Grande do Sul, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. Em Campo Mourão houve relatos de pessoas por meio de redes sociais de que o tremor teria sido sentido em alguns edifícios, como o Antares.
Segundo o professor de geografia da Unespar e coordenador da Estação Climatológica de Campo Mourão, Victor Borsato é possível que o abalo tenha tido reflexo em Campo Mourão, mesmo que de forma muito leve. “Ninguém nos informou nada ainda sobre o tremor ter sido sentido em Campo Mourão, mas é possível que tenha ocorrido sim. Sabemos que em Maringá foi bem perceptível, em vários prédios”, disse o professor.
Em casos como ocorreu em Campo Mourão, Borsato explica que pode ser difícil de ser percebido. “A pessoa sente se ela estiver mesmo no alto de um edifício e sentado em uma cadeira ou poltrona dura, firme no chão. Se tiver num lugar mais macio, ou andando, não percebe nada”, afirma.
Na Avenida Paulista, região central de São Paulo, diversos prédios chegaram a ser esvaziados. Municípios do interior, como Marília, e do litoral, como Santos, também sentiram o tremor.
Em Brasília, prédios localizados em uma de suas principais avenidas, a W3, na altura da quadra 508 Norte, foram evacuados e seus ocupantes receberam orientações do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal.
Em caso de tremor de terra, a orientação para quem sentir os efeitos do abalo é de aguardar o socorro dos bombeiros e da Defesa Civil distante do prédio ou edificação. Se o abalo for forte, sugere-se procurar uma equipe de engenheiros para avaliar as condições de sustentação do edifício.