Procon foi acionado em diversas demandas na quarentena

Atendimento presencial no Procon foi retomado hoje – Foto: Divulgação

O longo período de quarentena provocado pela Covid-19 levou muita gente a procurar o Procon de Campo Mourão para reivindicar os direitos de consumidor, mas também para tirar dúvidas. Com isso, os trabalhos aumentaram no órgão.

Desde que iniciou o isolamento social, no final de março, o Procon foi acionado nas mais diversas demandas, tudo por meio do telefone, já que o atendimento presencial foi suspenso.

“Além de reclamações, muita gente ligou para tirar dúvidas”, conta a coordenador do Procon, Jurema Portes.

As reclamações mais comuns na primeira semana, segundo Jurema, foi a falta e o preço abusivo do álcool em gel. “Muita gente ligou pedindo a fiscalização no período. Depois vieram as denúncias contra supermercados pelo preço elevado do leite e feijão. Fizemos a fiscalização começando nos estabelecimentos dos bairros e também na área central, verificamos as notas fiscais, mas não constatamos cobrança abusiva dos produtos”, declarou Jurema.

Já nos últimos dias, com o prolongamento do isolamento social, o Procon passou a ser mais procurado por pais de alunos de escolar particulares e também por aqueles que utilizam o transporte escolar.

“Nesse caso a maioria queria tirar dúvidas, se deveriam continuar pagando, ou não. A orientação foi que usem do bom senso e que negocie com as escolas e com o transporte escolar, por exemplo, se possível um valor mais em conta nesse período. O que deve prevalecer é o bom senso nesse período”, orienta a coordenadora do Procon.

Nesta quarta-feira, o Procon retomou o atendimento presencial, mas com controle de acesso e em horário especial, das 07h30 às 13h. O órgão está atendendo com apenas um funcionário neste período de quarentena, já que os outros dois são estagiários.

“Apenas nesta manhã já fizemos dez atendimentos, mas pedimos às pessoas que só procurem o Procon caso não consigam resolver pela internet, por meio do site: consumidor.gov.br para evitar aglomeração”, explica.