Procon disponibiliza pesquisa de material escolar

O Procon de Campo Mourão realizou uma pesquisa com itens de material escolar em duas empresas da cidade. Apenas alguns itens tiveram grande variação de preço, como a cartolina (69,6%) e papel dobradura (66,7%). Outros itens como lápis preto nº2, giz de cera, pincel nº10, tinta guache, esquadro e caderno de caligrafia variaram entre 10% e 32%, mas a marca pode influenciar nesta diferença. Estes preços informados na tabela ficarão fixos do dia 9 a 31 de janeiro, conforme acordo firmado pelo Procon com as empresas. Ainda assim, os pais precisam ficar atentos a algumas recomendações.

Segundo a coordenadora-chefe do Procon, Kelly de Matos Dutra, mesmo que a variação não tenha se apresentado tão grande, a pesquisa ainda é muito importante. “Os pais precisam ficar atentos ao preço, marca e qualidade do produto, porque nem tudo que é mais barato pode ser a melhor opção para a criança”. A qualidade do produto, selos (Inmetro) e idade mínima também devem ser observadas. Ela também aconselha para que os pais não levem seus filhos na hora da compra do material, pois eles podem influenciar e a conta pode ficar mais cara.

Outro alerta é com relação a necessidade do material. Dutra explica que está definido em lei que os pais não são obrigados a comprar material de uso coletivo, como itens de higiene e limpeza. Também não são obrigados a comprar mais de uma resma de papel e nem contribuir com pagamento de taxas de energia, luz, etc. Além disso, os pais podem perguntar para a direção escolar sobre como o material será utilizado durante o ano, para verificar a necessidade da compra imediata ou se é possível deixar para outro período. “É interessante fracionar a compra, uma vez que no início do ano todos tem impostos para pagar, além das contas acumuladas do final do ano”, orienta a coordenadora-chefe.

Dutra alerta que este é um gasto necessário para o início do ano letivo, mas os consumidores precisam e devem ficar atentos aos seus direitos para efetuar uma boa compra. “Sempre pedir a nota fiscal, fazer o planejamento e ficar atento, pois o material escolar tem um impacto importante no orçamento familiar”, completa.