Prefeitura pleiteia aprovação de projeto para restaurar Museu Municipal

Museu de Peabiru

Uma proposta de restauração do Museu Municipal Caminhos de Peabiru foi submetida pela prefeitura de Peabiru ao Ministério da Cultura (MinC). A previsão é de que a resposta sobre a aprovação do projeto seja divulgada até 17 de maio. Em caso positivo, o município poderá receber R$ 250 mil para a reforma, resultado de emenda parlamentar do deputado federal Rubens Bueno.

Enquanto não sai a decisão, o departamento de Engenharia já está trabalhando nos projetos arquitetônicos e organizando demais documentos solicitados em caso de aprovação. O projeto, como explicam os responsáveis, leva em consideração as contribuições apresentadas durante reuniões com os membros do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural. Paralelo ao processo, a administração também está regularizando o registro do imóvel que até então é inexistente.

Segundo o prefeito, Claudinei Antonio Minchio, a preservação da história do município passa, também, pela recuperação de espaços importantes como o Museu Caminhos de Peabiru. “O Museu é uma das referências que temos quando o assunto é a história e a cultura de Peabiru. Portanto, além de preservar a memória do município, merece de cuidados para melhor acolher a população e os visitantes”, comenta.

Para o chefe da divisão de Cultura, Jair Elias dos Santos Júnior, o restauro do Museu vai permitir a ampliação dos serviços que são realizados. “Poderemos adequar melhor o acervo dentro das novas técnicas museológicas e preservar um importante bem cultural”.

História – O prédio do Museu Municipal “Caminhos de Peabiru” foi construído por volta de 1952, quando o município tornou-se sede de comarca. A edificação em alvenaria é uma das primeiras da cidade e foi erguida com o apoio da população que doou o material de construção.

Com estilo colonial, a casa serviu de residência para os juízes que atuavam na comarca, até o ano de até 2006, quando, por decisão do Tribunal de Contas da União, o prédio foi devolvido para utilização da Prefeitura, visto que já não era mais necessário para esta finalidade. A juíza que residiu por último nesta casa foi Diocélia Fávaro Mesquita.

O Museu teve suas atividades iniciadas em 2008. Em janeiro deste ano, o prédio foi tombado como patrimônio cultural do município, embasado pela lei de preservação sancionada em janeiro deste ano.