Prefeitura de Campo Mourão não assina com nova empresa e pode ficar sem coleta de lixo

O procurador geral do município de Campo Mourão, José Carlos Severino, declarou durante a 10ª assembléia geral ordinária do Fórum Permanente da Agenda 21 Local de Campo Mourão, na tarde desta quinta-feira (11), que a prefeitura não deve assinar o contrato de exploração do serviço de limpeza pública com a empresa vencedora da licitação, a Cima de Curitiba. Segundo ele, a empresa quer a correção dos valores. ‘Além do pedido de aumento em quase 30% do valor proposto em licitação, outras exigências da Cima, como adequação do aterro sanitário, fizeram com que o prazo para a assinatura do contrato acabasse. A prefeitura não tem condições de pagar o novo valor proposto pela empresa vencedora e no momento não há orçamento para mexer no aterro’, afirmou.

A notícia preocupou os participantes do fórum, uma vez que o contrato prorrogado com a atual empresa que realiza os serviços, a Engelétrica, termina no dia 03 de dezembro deste ano. Severino disse ainda que a Engelétrica foi chamada para uma proposta, já que ficou em segundo lugar na licitação. ‘Nós conversamos com a atual empresa, mas não ficou decidido se devem aceitar ou não a proposta de continuarem os serviços pelo mesmo valor oferecido pela Cima. Caso não aceitem, a prefeitura deve contratar uma empresa temporária até que se faça uma nova licitação’, explicou.

Fato é que o contrato com a empresa que executa atualmente o serviço venceu no final de 2008 e desde então vem sendo prorrogado pela administração municipal.

Outro fator de preocupação é o aterro sanitário que, de acordo com o secretário da Agricultura e Meio Ambiente, Celso Hruschka, já passou do limite. ‘Nós precisamos construir com urgência uma nova célula. Esta que está sendo usada não aguenta mais. Estamos fazendo uma emenda para suportar por mais algum tempo. O problema é que não há mais dinheiro no orçamento da secretaria para esta construção’, afirma o secretário.

Segundo Hruschka, a criação de uma quarta célula no aterro custa cerca de 700 mil reais. ‘A exigência da nova empresa para começar serviço era a adequação do aterro, mas para este ano, não há possibilidade. E isso é outro fator que impediu a assinatura do contrato’, complementou.

Veja a porcentagem de aumento exigido pela Cima para assinar o contrato:

Varrição e coleta de resíduos sólidos domiciliar – 25%

Coleta seletiva: 13%

Manutenção geral do aterro sanitário – 25%

Varrição de vias e logradouros públicos – 33,33%

Equipe padrão –  14%

Equipe temporária – 66,77%

Média geral de aumento – 29.54 %

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