Posto de Saúde é a principal reivindicação do Cidade Nova

Entre as queixas dos moradores do Jardim Cidade Nova, a falta de um posto de saúde é a mais comum. A unidade de saúde mais próxima fica no Jardim Alvorada. Os populares reivindicam ainda uma academia da terceira idade, a reinstalação de uma facção que já funcionou no bairro, um espaço de lazer, a sinalização das ruas e a segurança do local.

Preocupado com as mães que se deslocam com crianças até o posto de saúde Jardim Alvorada, o aposentado Nelson Pereira de Campos, 64, lembra das promessas feitas em campanhas eleitorais de que um posto de saúde seria instalado na localidade. “Não falo por mim; penso naquela mãe que sai com um carrinho de bebê embaixo de Sol, até o posto do Alvorada. E tem terreno para a construção de um posto aqui”, afirma.

A dona de casa Isabel Teixeira Cardoso, 43, concorda e ressalta a dificuldade que encontra em ter que atravessar o Cidade Nova e ainda caminhar por um bom percurso dentro do Jardim Alvorada até chegar ao posto de saúde. Ela enfatiza ainda que as consultas devem ser agendadas com uma semana de antecedência. “Se não marcar uma semana antes não tem consulta”, dispara. Moradora no bairro há 22 anos, ela comenta que houve uma facção têxtil no bairro que gerava emprego e que gostaria que fosse reinstalada.

Apesar de citar várias carências do Cidade Nova, a dona de casa Delair Pereira, 45, diz que a maior urgência da população é mesmo a construção de um posto de saúde. “Eu tenho pressão alta e quando preciso atravessar os dois bairros (Cidade Nova e Jd. Alvorada) para chegar no posto do Alvorada passo mal com o calor”, reclama. Para ela – entre outras coisas – faz falta um espaço para as crianças brincarem, já que, segundo ela, o bosque que fica a poucas quadras dali, está abandonado.

O garçom Rangel da Silva Dias elenca uma série de problemas locais de responsabilidade do Poder Público Municipal. Para ele falta sinalização das ruas, onde há muitos buracos. Ele complementa que o bosque poderia ser uma opção de lazer, porém “a prefeitura aparou a grama e não mexeu mais. Era para ser um bosque, mas nunca foi. O rio é sujo”. Além disso, na sua opinião, falta segurança e um posto de saúde no local.

(Carlos Eduardo Kadu)