População sem opção para descartar colchões, móveis e aparelhos fora de uso

É muito comum encontrarmos colchões, móveis e aparelhos eletro-eletrônicos, além de outros utensílios domésticos deixados nos canteiros centrais das avenidas e terrenos vazios de Campo Mourão. Muita gente culpa a população por este descarte irregular. Mas, para os empresários do setor de caçambas para recolhimento de entulhos, a população pode até ter sua parcela de culpa, mas faz isso por falta de opção.

Norberto Singer, proprietário de uma empresa do setor, explica que não existe um lugar apropriado para descartar desse tipo de material em Campo Mourão. “A empresa privada que administra o local onde entregamos as caçambas está devolvendo todos os materiais que não sejam entulhos”, comenta. “Ao recebermos os materiais de volta, temos de devolvê-los aos clientes, porque não temos onde descartar. Assim, sem opção, as pessoas acabam deixando nos canteiros centras das avenidas e jogam em terrenos balfios”, explica.

Empresários estão preocupados com o destino final do lixo

Para outro empresário, Gilson Bombana, a falta de uma política pública para o descarte deste tipo de lixo tem preocupado o setor. “O aterro sanitário da prefeitura só recebe lixo doméstico e a empresa privada que mantém o único local apropriado em Campo Mourão, só recebe entulhos de construção. Onde vamos despejar outros tipos de lixo?”, pergunta o empresário. “As pessoas contratam o serviço e vão colocando de tudo na caçamba, pensando que vão ficar livres do lixo, mas daí a pouco temos de entregar de volta”, explica Bombana.

Segundo o Secretário de Obras, José Marin, não existe uma lei que proíba o descarte de colchões, móveis e eletrodomésticos nos aterros, mas a empresa privada que administra o único local que está instalado em Campo Mourão, não tem interesse neste tipo material, por isso está devolvendo.

Na próxima quinta-feira haverá uma reunião entre a Secretaria do Meio-Ambiente e os empresários do setor para discutirem uma saída para o problema.