População se reúne em número pequeno contra atos na assembléia
Pouco mais de 200 pessoas participaram da manifestação por ética na política em Campo Mourão. O ato de repúdio aos escândalos denunciados na Assembléia Legislativa do Paraná aconteceu no final da tarde desta terça-feira (08), na Praça São José. A maioria do público presente era formado por lideranças comunitárias, classistas e empresariais, professores, padres, pastores, escoteiros, estudantes, aposentados, empresários e algumas dezenas de populares.
De acordo com o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – Subseção de Campo Mourão, Júlio Queiroga, a qualidade das pessoas presentes superaram a quantidade. ‘Nós estamos fazendo esse trabalho mas a população precisa acordar. Tem muita gente que pensa que não adianta falar ou fazer nada e talvez por isso não vieram hoje aqui, mas nós precisamos acreditar. Os que vieram são pessoas que fazem a diferença na sociedade’, afirma Queiroga.
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Campo Mourão (Acicam), José Nelson Botega, partilha da mesma idéia do companheiro de protesto. ‘Devido o horário, os jovens, estudantes, não puderam estar presentes, mas as pessoas que vieram são formadoras de opinião e a partir de hoje nós veremos mudanças no quadro político do nosso Estado’, acredita Botega.
O protesto durou cerca de 40 minutos, onde discursaram o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – Subseção de Campo Mourão, Júlio Queiroga; o presidente da Associação Comercial e Industrial (Acicam), José Nelson Botega; o padre Ademar Lins, o pastor Andre Portes (presidente da Ordem dos Pastores Evangélicos – Opecam) e o presidente do Sindicato Rural, Nelson Teodoro de Oliveira.
Um caminhão de som foi usado no protesto e inúmeras faixas foram espalhadas pela praça central de Campo Mourão, com frases como: “Lugar de Político Ladrão é na Cadeia”, “Não Vamos Mais Eleger Ladrões” e “Chegou a Hora de Saber Quem é Justus”.
Os discursos foram contundentes cobrando medidas enérgicas da Justiça e por parte da população com relação aqueles que cometeram abusos na Assembléia Legislativa, desviando cifras astronômicas de recursos públicos em benefício próprio. Todos os discursos foram rápidos e muito aplaudidos pelos manifestantes.
Durante o protesto foram enumerados os deputados que compõem a mesa diretora da Assembléia Legislativa. Também foi lembrado da importância de se votar em candidatos da própria região para deputado estadual e federal. O imediato afastamento de todos os integrantes da Mesa Diretora da Assembléia Legislativa do Paraná, a apuração a fundo do caso e a punição dos culpados são os pontos defendidos pela mobilização de âmbito estadual e com repercussão nacional.
Além de Campo Mourão, a manifestação do movimento “O Paraná que Queremos” também foi realizada em outras 12 cidades do estado.
Em Campo Mourão, o ato foi liderado pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Sistema Fecomércio, Associação Comercial e Industrial (Acicam), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – Subseção de Campo Mourão, Conselho Regional de Contabilidade, Sindicato Empresarial do Comércio Varejista e o Sindicato Rural de Campo Mourão. Nos últimos acabou recebendo a adesão de mais entidades.