População do Jardim Aeroporto clama por iluminação, sinalização, segurança e saúde
As principais críticas da população do Jardim Aeroporto são a pouca iluminação pública, a falta de sinalização das ruas, a pequena circulação da Polícia Militar no bairro e a demora no atendimento do posto de saúde do Jardim Paulista, bairro vizinho.
A dona de casa Maria dos Santos Santiago, 56, acredita que a saúde está em primeiro lugar entre os problemas do bairro. Ela reclama que até mesmo para quem precisa de uma receita de remédio controlado, o serviço público é demorado. “Mas não é só isso. O médico pediu um ultrassom para o meu neto e esperei mais de um ano. Até desisti”, comenta e acrescenta: “Tinha que melhorar a quantidade de médicos e remédios do postinho. Tem remédios que não tem e a gente tem que comprar”.
A costureira Valdeneuza Machado da Silva, 36, relata que em alguns lugares do bairro faltam lâmpadas ou as lâmpadas estão queimadas. Segundo ela é impossível conseguir uma consulta de um dia para o outro ou no mesmo dia. Além disso, Valdeneuza conta que um exame de sangue para sua filha maior demorou um mês para ser marcado e que para sua bebê “não tem gastro-pediatra em Campo Mourão”.
Moradora do bairro há mais de 20 anos, Joseane Nunes, 31, diz que o bairro está muito escuro, que falta pediatra no posto de saúde e que é raro ver uma viatura da PM no local. Mas ela também reclama de um atendimento municipal fora do bairro: “Está precisando melhorar o 24 horas. Você vai lá meio dia e sai às três ou quatro horas de lá. Tem que esperar o médico ter disposição para atender o povo”.
A maior preocupação de Maria de Fátima Muniz, 50, é com relação à Segurança. “Essa violência está demais. Veja quantas mortes em Campo Mourão”, lamenta. Para ela a falta de iluminação prejudica ainda mais a Segurança. “Nessa Avenida Belin Carolo está muito escuro”, fala.
A dona de casa Valdira Miranda, 60, também está descontente com a iluminação mas destaca seu desagrado com o atendimento do posto de saúde do Jardim Paulista. “Demora de 15 dias até um mês para conseguir a consulta. O exame também é demorado. Eu mesma uma época afundei o caminho do postinho para marcar um exame. Foram dois meses indo toda semana até marcarem. Tem que ser bem mais rápido. Está faltando médico e quando tem um médico bom eles mandam para outros jardins”, argumenta.
O operador de máquinas Edson Barbosa, 33, acredita que precisa melhorar a manutenção do asfalto e a sinalização: “Quando eu fazia entrega de pizza não sabia qual rua era preferencial. Já me envolvi em acidente por falta de sinalização. Só tem sinalização onde já teve muito acidente”, aponta. Outra queixa de Edson é a falta de um posto 24 horas na Asa Leste: “Chega 10 horas da noite o posto daqui não atende mais. É difícil ter que levantar de madrugada e cortar a cidade para levar os filhos no 24 horas”.
Na opinião da dona de casa Justina Mukoon, 42 há descaso por parte do poder público. “Tem muitos bueiros entupidos, terrenos abandonados e sujos; dá muito acidente por falta de sinalização, você se obriga a parar em todas as esquinas porque não tem placas”, ressalta. Ela também aponta falhas no serviço de Saúde: “O posto de saúde está uma m… Para marcar um exame, uma ultrassom demora de seis meses a mais de um ano. Um oculista, um especialista demora muito. Remédio às vezes tem, às vezes não tem”, dispara.