Paraná perde repasses federais se mudança na previdência for ilegal

Carlos Eduardo Gabas, ministro da Previdência Social: recado direto para o governo do Paraná. - Foto: Gustavo Lima

Carlos Eduardo Gabas, ministro da Previdência Social: recado direto para o governo do Paraná. – Foto: Gustavo Lima

O ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, disse nesta terça-feira (28) que o órgão vai cassar o certificado de regularidade previdenciária do Paraná, caso considere ilegal a mudança na Paranaprevidência que será votada nesta quarta (29) pela Assembleia Legislativa.

Se isso ocorrer, o estado fica impedido de receber transferências voluntárias da União e de realizar novos empréstimos nacionais e internacionais. As declarações ocorreram em entrevista após audiência pública na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados.

“Se for tomada alguma medida ilegal contra as normas, nós cassaremos imediatamente o certificado”, afirmou. Gabas afirmou que o governo do estado encaminhou recentemente uma solicitação para que a pasta avaliasse as alterações em discussão na Assembleia. Segundo ele, a análise não foi concluída porque faltam informações.

A assessoria do ministério informou que o governo do estado cancelou nos últimos dias duas reuniões marcadas para complementar os dados. “Se o governo vai continuar com a proposta e com a votação, é uma decisão do governo. Se posteriormente essa medida for declarada ilegal, terá de se rever o que foi votado na Assembleia”, disse Gabas.

O ministro reiterou que a cassação do certificado é uma prerrogativa do ministério e não depende de anuência da Justiça. Ele disse que o parecer sobre a primeira versão do projeto, que na prática extinguia a Paranaprevidência e acabou abandonado pela gestão Beto Richa (PSDB), foi negativo. Pela atual proposta, 33 mil pensionistas com mais de 73 anos que hoje recebem via fundo financeiro mantido com recursos diretos do tesouro estadual passam para o fundo da Paranaprevidência.

Embora não tenha emitido opinião sobre o projeto, Gabas enfatizou o risco de a votação ocorrer sem a avaliação do ministério. “Quando você pergunta alguma coisa, normalmente você espera a resposta para tomar uma decisão.”