Nível do Rio do Campo sobe e casas alagam em pelo menos três pontos da cidade
Moradores de pelo menos três bairros localizados no curso do Rio do Campo amanheceram com as casas alagadas. Como esta não é a primeira vez que esses populares passam por isso, já estão cadastrados há alguns anos em programas de Habitação do município e colecionam promessas da Prefeitura para a solução do problema. A água causou transtornos nos jardins Zoraide, Fernandes e Gutierrez.
Moradora há 12 anos nas proximidades do Restaurante Tio Patinhas (Jardim Zoraide), a diarista Viviane Cristina Gonçalves, 36, relata que esta é a quarta enchente que enfrenta e que há dois anos está inscrita em programas de Habitação da Prefeitura. Quando a reportagem do Tasabendo.com esteve no local, amigos ajudavam a retirar roupas e colchões da casa, inundada por cerca de 50 ou 60 centímetros do chão. “Perdi todos os móveis dessa vez e da outra vez nem as roupas consegui tirar”, lamenta.
Outro morador dali, Wilson Herrmann dos Santos, 23, conta que há quatro casas em situação de risco, mas que essa condição não lhes garantiu prioridade junto ao setor de Habitação. “Minha avó está inscrita para casas populares. Mas já faz quatro anos que a enchente acontece aqui… já perdemos guarda-roupas, armário, geladeira e até agora nada foi feito em nosso favor”, salienta o jovem.
No final da Rua Lemos do Prado, no Jardim Fernandes, a situação é a mesma. A dona de casa Cícera Onória de Souza, 55, relata que foi levar as netas para a creche e quando voltou as casas dela e da nora estavam inundadas. A idosa contabiliza com esta, cinco enchentes, nas quais perdeu móveis, como sofá e camas, e eletrodomésticos, como geladeira e máquina de lavar roupas. “A Prefeitura promete que vai arrumar casa mais para cima, mas não arruma”, queixa-se.
A nora de dona Cícera, Ana Débora Francisco Lopes, 20, comenta que seu patrão falou diretamente com a prefeita Regina Dubay, buscando uma solução. Segundo a jovem, a prefeita teria dito que como Ana, as duas filhas, a nora e marido estão numa área de risco, providenciaria material para a construção de uma casa mais para cima do mesmo terreno. “Só promessas… estamos há quatro anos com o nome na Habitação e nada. Falamos com o Toninho da Habitação e ele disse que não pode fazer nada”, reclama.
No Jardim Gutierrez, o aposentado Sérgio Diniz, 64, tem uma casa na parte da frente de seu terreno e outra ao fundo. Ele explica que a casa do fundo fica alagada pela metade e que, por isso, já deixou de alugá-la, pois os inquilinos perdiam toda a mudança a cada chuva forte. Diniz reside na Rua Egídio C. de Lima há 30 anos e diz que os alagamentos acontecem há cerca de quatro anos. Entre os Jardins Gutierrez e Botânico, durante a tarde desta sexta-feira (20) as águas do Rio do Campo estavam no mesmo nível da Alameda José Gurgel.
A Assessoria de Imprensa da Prefeitura informou que os populares cadastrados na Defesa Civil do município, como habitantes em área de risco, terão preferência nos próximos programas de moradias populares.
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