Município mobiliza lideranças para manter Defensoria Pública em Campo Mourão

Uma comitiva de lideranças políticas, do Poder Judiciário, advogados e empresários terão uma audiência nesta quarta-feira (26), na sede da Defensoria Pública do Estado do Paraná, em Curitiba. O objetivo é tratar da manutenção da estrutura da Defensoria em Campo Mourão, que está ameaçada de ser desativada.

“A Defensoria mantinha duas defensoras em Campo Mourão e no início deste ano uma delas foi transferida para prestar serviços em Curitiba. Agora ficamos sabendo que a outra também será transferida para trabalhar na capital, o que deixaria nossa cidade sem os serviços da Defensoria”, ressalta o prefeito Tauillo Tezelli.

Além de reivindicar a manutenção do serviço que garante assistência jurídica gratuita para famílias de baixa renda, o prefeito ressalta que também vai oferecer um terreno para instalação da sede própria da Defensoria no município. Hoje a estrutura está montada em um prédio da prefeitura na Praça Alvorada, no Lar Paraná. A comitiva será recebida pelo defensor geral Sérgio Roberto Parigot de Souza.

O líder do governo no Legislativo municipal, vereador  Sidnei Jardim, também protocolou requerimento em que solicita ao governo do Estado a manutenção da Defensoria em Campo Mourão. “A informação  sobre a remoção da defensora pública que hoje atende Campo Mourão gera uma grande insegurança para os demais servidores”, observou o vereador.

A Defensoria Pública foi instalada em Campo Mourão em maio do ano passado. Desde então a defensora Mariana Gonzaga Amorim atua no atendimento aos processos junto ao Poder Judiciário. Em outubro de 2016, a defensora Olenka Martins Rocha também assumiu os trabalhos em Campo Mourão, mas em abril de 2017 foi transferida para Curitiba.

A Defensoria presta assistência jurídica gratuita a pessoas com renda familiar de até três salários mínimos nas causas Criminais (1ª Vara) e Infância e Juventude, além da cadeia pública e Cense. Além da defensora, o atendimento é prestado por uma equipe administrativa formada por quatro assessores jurídicos, uma psicóloga, uma assistente social, uma técnica, dois estagiários, além de um assistente na sala de apoio no Fórum. Os profissionais são pagos pelo Estado.