Mourãoenses não consideram sexta-feira 13 dia de azar

Mourãoenses ouvidos pela reportagem não acreditam na superstição da sexta-feira 13

Hoje é sexta-feira 13, a primeira de 2018 (a próxima será em julho). A data do calendário, em que para a crendice popular “tudo pode dar errado”, não preocupa os mourãoenses, principalmente aqueles que gostam de arriscar a sorte na loteria. A reportagem do Tasabendo ouviu algumas pessoas, entre homens e mulheres e apenas uma delas demonstrou um pouco de receio com a data. “Fico com um pé atrás, mas não deixo de fazer nada por causa da data”, afirmou Celso da Silva, 72 anos.

Almir Rollaf, morador em Mamborê, tem 68 anos, e sempre ouviu dos pais e parentes mais antigos todo tipo de superstição sobre a sexta 13, principalmente quando a data cai no mês de agosto. “Falavam de tudo, que era preciso evitar neste dia passar embaixo de escada, assim como gato preto, que dava azar, mas para mim é um dia normal”, conta ele, que foi encontrado em uma casa lotérica arriscando a sorte na Mega Sena. “Sempre jogo na Mega, Timemania, Lotofácil e hoje nem lembrei que era sexta-feira 13, pois para mim é um dia comum”, afirmou.

A data também não altera em nada a rotina de Marcos Aurélio Pinto, 42 anos. “Esse tipo de superstição é coisa dos mais antigos, não há nada o que temer para quem acredita em Deus”, assegura.

Falando em Deus, Vilma Souza, 51 anos, é evangélica e até saiu de vestido preto nesta sexta-feira 13. “Para mim é um dia normal e até sai de vestido preto de casa”, revela ela, entre risos. Para ela as coisas boas ou ruins acontecem quando tem de acontecer. “Sou evangélica e não acredito em nenhum tipo de superstição. Meus avós acreditavam nessas coisas, guardavam período de quaresma, tinham algum tipo de superstição, mas eu prefiro confiar apenas em Deus”, revela.

Aos 80 anos, Leonilda Pereira da Silva, diz que é católica e demonstra até simpatia pelo 13. Quando vai arriscar a sorte, conta que prefere o número que para muitos é ligado ao azar. “Eu gosto do 13. Ouvi muita gente falar coisas estranhas ligadas a esse número, mas quando vou comprar uma cartela de bingo ou jogar na loteria escolho o 13”, afirma ela.

SOBRE O 13

Em redor do número 13 existem sombras e desconfianças enraizadas em várias culturas. Eram treze os presentes na Última Ceia, sendo o traidor Judas. No Apocalipse, o número treze é o capítulo onde se assume que o número da besta e do anticristo é o 666. A Cabala, que é um ramo do esoterismo com relações ao judaísmo, enumera treze espíritos malignos. E até no meio do ceticismo nórdico surge a personagem de Loki, o deus do fogo e da travessura, que aparece nas escrituras muitas vezes como sendo o “décimo terceiro convidado”.

Também a sexta-feira tem significados obscuros. A tradição cristã assume que Jesus Cristo foi crucificado em uma sexta-feira. Alguns estudiosos da Bíblia creem que Eva levou Adão para o pecado quando lhe ofereceu a maçã ao sexto dia da semana. E não saindo das histórias de traições, conta a história que Abel foi assassinado pelo irmão Caim numa sexta-feira.