Moradores têm esperança renovada para término da Estrada Boiadeira
Poeira, buracos, pedregulho, valetas,… perigo. Há vários anos, comunidades erguidas à beira da Estrada Boiadeira convivem com essa realidade. Quem se arrisca a cruzar os trechos não asfaltados, por vários momentos bate a sensação de arrependimento. O estado da rodovia federal é de abandono. Isolamento.
Tanto é verdade, que um pequeno povoado, pertencente à Tuneiras do Oeste, sofre com a distância de sua cidade ‘mãe’, que fica a 17 km de estrada de chão. Na placa, fixada na parede de um prédio público, o nome da localidade: ‘Bairro Cuaraitava’, mas os moradores, insistem em dizer que o nome verdadeiro é Guaraitava. Na praça da vila, sentando embaixo de uma árvore, Seu Francisco Alves da Silva, 80 anos, ainda tem esperança de ver a Estrada Boiadeira asfaltada. E quando recebe a notícia, transmitida pela equipe de reportagem, de que o governo voltaria a mexer na Estrada Boiadeira, o sorriso beira às orelhas, mesmo sabendo que não seria o trecho onde ele mora que receberia de imediato o asfaltamento: ‘Mas isso é uma maravilha. Deus é grande. Sempre digo que a gente nunca deve perder a esperança’, comemorou.
Ele mora na localidade há 30 anos, e conhece toda a história da construção da Boiadeira. ‘Sempre achamos que iria ficar pronta logo. Daí vinha um político e prometia e outro, e outro… Até que o asfalto chegou até ali pra frente de Nova Brasília, e nós ficamos aqui, a apenas 3 km do asfalto. Mas agora vai mesmo, tenho certeza que sim. Tenho fé em Deus que ainda vou pisar nesse asfalto tão aguardado’, diz esperançoso.
Assim como Seu Francisco, todos os moradores desta região precisam mesmo ter fé, afinal, o que vai começar a ser asfaltado é o trecho que liga Tuneiras do Oeste à Cruzeiro do Oeste. O trecho onde ele mora, que é o que liga Tuneiras do Oeste à Campo Mourão, ainda está na promessa. Segundo o ministro dos transportes, Paulo Sérgio, as obras neste pedaço, de 20 km, devem começar já no segundo semestre deste ano. ‘Recursos não vão faltar para que isto se concretize’, afirmou.
Agora é esperar, ao menos mais esses seis meses, para que mais essa promessa não fique apenas registrada em nossos gravadores.
(Fernando Lorenzzo)