Moradores do Parque Verde querem mais saúde, segurança e limpeza pública
Moradores do conjunto habitacional Parque Verde listam reivindicações que endereçam à Administração Municipal. Os pedidos de melhorias são para limpeza nas vias públicas, iluminação, atendimento de saúde, segurança, entre outros. O presidente da Associação de Moradores do bairro, Jorge Soares, confirma as queixas e acrescenta reclamações que diz ter feito à Prefeitura há alguns anos.
O estudante Leandro Lobato da Silva, 26, enfatiza que é necessário que os moradores parem de jogar lixo nos bueiros e nos terrenos do local. Para isso acredita que precisa haver mais fiscalização por parte da Prefeitura. Segundo ele falta iluminação de qualidade no Parque Verde. “As lâmpadas de vapor de sódio chegaram até o Cohapar. Não até aqui”, lamenta. Ele reclama que há muitos buracos nas ruas e no campo de futebol do bairro, que está fechado por não haver condições de uso.
Para o aposentado José das Chagas falta ser feita uma limpeza no terreno público que fica no final da Rua União Comunitária, esquina com a Rua Erveira, próximo ao campo de futebol. “Já encontraram cobra aqui”, avisa. Para ele a linha de circular que vem da rodoviária deveria chegar até o bairro, para as ocasiões em que os moradores querem viajar.
O atendimento de saúde no posto de saúde do Jardim Cohapar é o maior problema na opinião do aposentado Sebastião Jungares Filho, 68. Ele conta que espera há quatro meses por uma consulta. “O postinho não tem médico. Está muito ruim. A gente procura um medicamento não tem. E o atendimento que deveria acontecer em casa é muito raro”. Sebastião também aponta a falta de policiamento do bairro. “Tem muita bagunça nesses bairros aqui à noite”, argumenta.
A dona de casa Marcela de Oliveira, 32, conta que no bairro há muitos bueiros entupidos e muito lixo nos terrenos. Ela também se queixa do atendimento no posto de saúde. Diz que espera para agendar um ultrassom desde o mês de abril. Segundo Marcela as lâmpadas do bairro “tem dias que acendem, tem dias que não acendem”.
Revoltado com as badernas noturnas, o vendedor Daniel Adade Ramos dos Santos, 36, quer que haja mais policiamento no bairro. Segundo ele, próximo de sua casa, moradores se reúnem para beber e bagunçar até mesmo em dias de semana.
O pedreiro Antonio Orlando de Lara, 59, está insatisfeito com a saúde. “A gente vai nesse postinho do Cohapar e não consegue consulta. Estamos esperando há dois meses”. Para ele a segurança também deixa a desejar. “É difícil ver uma viatura aqui à noite”, reclama. Antonio ainda informa que tem muito bueiro entupido no bairro.
O presidente da Associação de Moradores do Parque Verde, Jorge Soares, diz que acompanha os pedidos dos moradores. Segundo ele, a iluminação de vapor de sódio já foi solicitada por ele há quatro anos. “Cobrei de novo há 20 dias”, comenta. Jorge informa que o campo de futebol vai ser reaberto e nele serão realizados campeonatos inter-bairros. Quanto ao pedido de limpeza ao final da rua União Comunitária, Jorge explica que aquela é uma área do Meio Ambiente que não pode ser mexida. Sobre a linha de ônibus ele diz que no bairro há uma linha onde o circular passa a cada meia hora.
Jorge conta que cobrou a chefe do posto de saúde para que haja mais médicos. “Ela prometeu que ia melhorar e que tínhamos perdido um médico que foi ganhar mais em Peabiru”, salienta. Para Jorge é um absurdo que um médico receba R$ 2.600,00 por mês enquanto um vereador recebe mais de R$ 5 mil. “Não tem um vereador fiscalizando o atendimento dos postos de saúde. Isso é papel deles”, afirma.
Quanto às reclamações de falta de policiamento, Jorge discorda e diz que o que mais tem no bairro são viaturas da Polícia Militar passando.
Em sua opinião, há mais reivindicações importantes como: a sinalização entre a Rua Guarani e a Rua Pau Brasil; a manutenção do campo de futebol com a construção de um vestiário e uma sede para a associação de moradores.