Moradores do Mário Figueiredo reclamam da falta de segurança, infra-estrutura e saúde
No Conjunto Habitacional Mário Figueiredo os moradores estão preocupados com o estado dos bueiros, iluminação, com a falta de segurança e de esgoto e com um atendimento de saúde que eles consideram precário.
Para a aposentada Leonina Ribas Ferreira, 70, o que falta no bairro é uma rede de esgoto. “A fossa do vizinho vasa e tem hora que a gente não agüenta o cheiro aqui”, reclama. Ela explica que faz tratamento de saúde em Maringá, onde diz ser rápido o atendimento. Segundo Leonina em Campo Mourão não é assim.
A costureira Iolanda B. Alves, 70 tem poucos problemas de saúde, mas está preocupada com a iluminação e a limpeza públicas. “À noite tenho que andar devagar com o carro porque é muito escuro. Depois que tiraram a manutenção das lâmpadas da Copel e passaram para a prefeitura piorou muito”, alerta. Para ela a prefeitura deveria multar quem joga lixo na rua e nos bueiros. “As bocas de lobo quando chove mais parecem caixas d´água e sujeira. E eu já vi gente varrendo o lixo para dentro do bueiro”, conta.
O pintor José Luis R. de Souza, 19, fica apreensivo de deixar a casa sozinha quando vai trabalhar. “O que está faltando é segurança. Tem muita molecada na rua. A polícia passa sempre mas não está resolvendo porque de vez em quando roubam casas aqui”, informa.
O problema também é a segurança para o garçom José Luis da Silva, 58. “A polícia tem que controlar a população de ‘ratos’ que tem por aqui. Falta um trabalho da polícia porque aqui tem umas 50 bocas de fumo”, relata.
Maria de Lurdes dos Santos, 44, diz que “o pessoal do postinho de saúde atende muito mal”. Segundo ela os exames demoram muito para serem marcados. Maria ainda registra que seu marido sempre reclama da falta de placas de sinalização no bairro.
O comerciante Benedito Ciola, 68, salienta que falta uma atenção especial à saúde, à segurança e a implantação de uma escola estadual no bairro. “Faltam médicos no posto de saúde. Agendar uma consulta com um clínico geral hoje leva 20 dias”, enfatiza.
Benedito ainda sugere que a prefeitura aproveite o barracão industrial – que está abandonado e sem terminar no Jardim Modelo – para a criação de uma cooperativa de reciclagem. “Em Londrina eles recolhem o lixo reciclável nesse sistema uma vez por semana. Podiam fazer isso aqui”, sugere.