Moradores do Jardim Modelo têm várias queixas sobre o bairro

Falta de esgoto em todo o bairro e falta de asfalto em pelo menos quatro ruas são algumas das reclamações dos moradores do Jardim Modelo, bairro localizado na Asa Leste de Campo Mourão. O atendimento do posto de saúde do bairro também é queixa muito comum entre os populares. Entre o Jardim Modelo e o Santa Cruz uma obra não acabada, um barracão industrial, revolta a população.

Para o vigilante Francisco Srutkwowiski, 50, há muito que modificar no bairro. “Falta um contorno que dê acesso ao Santa Cruz pela BR; estão demorando a fazer a manutenção das lâmpadas e no final da Rua Ana Teodoro de Lima falta asfaltar o trecho que vai para o Jardim Piacentini e o Jardim Alvorada”, aponta.

Ele discorda do planejamento das preferências das ruas. “Quem desce é que deveria parar. Tem que mudar as avenidas para rua e as ruas para avenidas. Tem um barracão industrial do tempo do Nelson Tureck que não foi terminada e serve de esconderijo para vagabundo, para os caras usarem drogas”, observa.

Francisco ainda denuncia o abandono de um terreno em frente ao posto de Saúde do bairro e reclama do serviço de saúde do município. “O atendimento do postinho já esteve melhor. Antes você agendava consulta em quatro dias, hoje demora quase um mês. Consultei dia 13 de março, marcaram para o dia 10 deste mês para levar os exames. São 12 pacientes que o médico atende por dia. Precisa ter mais rapidez, mais agilidade”, cobra.

A lista de reclamações da diarista Sonia de Souza, 37, também é grande. Ela pede que haja mais Transporte Coletivo e de melhor qualidade, reclama do alto número de cachorros abandonados nas ruas e diz que é preciso limpar os terrenos não cuidados pelos donos.

Sônia também está insatisfeita com o atendimento do posto de saúde. “Precisam colocar mais médicos no posto de saúde. Eu tenho exame para entregar para o médico e não consigo agendar. Não posso perder dia de serviço para esperar se vai ter consulta. Falta ginecologista. O que tem, só atende às grávidas. Agora como é que vou mostrar um exame para o médico depois de um ano”, lamenta.

Ela se queixa do pequeno número de ônibus coletivo e diz que nos pontos de espera chove mais embaixo do que fora.
Noeli Terris Duarte, 44, fala que é preciso melhorar os asfaltos e colocar onde ainda não tem. “É muito barro quando chove, fica difícil para quem trabalha e estuda”, explica. Para ela a saúde está ruim. “Desde o tempo que puseram o postinho novo aqui não tenho conseguido consulta e nunca tem remédio”, enfatiza.

A auxiliar de estoque, Jaqueline Cristina Martins, 25, conta que na parte mais baixa do bairro onde ela mora é preciso instalar o esgoto urgentemente. “Não é possível furar fossa porque tem mina, muita nascente e onde furamos sai água”, esclarece.

Segundo a dona de casa Sandra Maria Ribeiro, 28, o bairro precisa de mais escolas ou uma escola que tenha ginásio. “O Ethanil que tinha ginásio não tem mais. O Nikon Kopko só tem ensino fundamental, até o quinto ano”, salienta. Ela também registra que no posto de saúde precisa de mais médicos.

A Rua Elias Simão é uma das ruas que não tem asfalto. É o endereço do aposentado José Maria Costa, 76, que diz que mora na localidade há 12 anos e coleciona as promessas das campanhas eleitorais de que a rua será pavimentada. “O esgoto estão sempre prometendo também, mas se sair ao menos o asfalto já fica bom. São só quatro ruas curtinhas que faltam asfalto, mas eles nunca fizeram”, narra.

Na Rua Alcides Hauage, o morador Marcos Fortunato Santos, 32, reclama que quando chove os galhos e sujeiras se amontoam no final da rua. “Aqui vira lixão. O pessoal joga entulho, formam valetas e rolam móveis com a chuva aqui”, diz. Marcos lamenta que a obra do barracão industrial que fica entre o posto e a rua de sua casa já foi iniciada duas vezes. “Já achamos larva de mosquito da dengue lá. O povo queima móveis lá dentro e o terreno em frente serve para juntar o que os ladrões roubam. Além disso jogam móveis, plásticos e lixo descartável e a Prefeitura não faz a parte dela”, denuncia.