Moradores do Jardim Fernandes querem asfalto na Rua José de Oliveira
Desacreditados com o poder público, os moradores da Rua José de Oliveira, no Jardim Fernandes, reclamam da falta de asfalto e dos problemas que enfrentam principalmente em dias de chuva. Alguns populares também estão insatisfeitos com a saúde pública e esperam ansiosos o novo posto de saúde que está sendo construído no bairro. Eles são atendidos no posto Damferi, ao lado do 24 horas.
A auxiliar de cozinha Adriana Nogueira, 28, diz que o asfalto da rua é prometido em todas as eleições municipais e conta que a promessa foi renovada com a construção do novo posto de saúde. “Disseram que depois que sair o postinho ia sair o asfalto. O posto está quase pronto. Estamos esperando”, comenta. Adriana também espera que com a nova unidade de saúde, o atendimento melhore. “Minha irmã está esperando para marcar um eletro da cabeça já faz seis meses”, lembra.
Letícia de Oliveira, 20, que tem uma criança de colo, diz que quando vai ao posto de saúde é preciso correr atrás de alguém para atender na farmácia. “Nunca tem ninguém porque as atendentes estão em outra sala conversando”, denuncia. Além disso, Letícia reclama que é demorado conseguir uma consulta com especialista. “Um dia precisei de oculista e demorou seis meses para eles marcarem”, conta.
A dona de casa Cícera Onória de Souza, 58, diz que o asfalto faz falta. “A gente fica aqui comendo poeira quando não ficamos no barro. Quando chove minha casa alaga e a água vem até o joelho. Emenda a água da chuva com o rio que fica atrás das casas da parte de baixo da rua”, lamenta.
Para a zeladora Roseli Aparecida Felix, 29, a prioridade dos moradores da rua é o asfalto. “Quando está chovendo e eu vou trabalhar, tenho que colocar sacolas nos pés e usar até chegar numa rua com asfalto”, conta. Ela também salienta a necessidade de limpar o pasto que fica ao lado do bairro. “Meu filho fez um trabalho de escola que tinha que recolher o material reciclável do pasto e ele e outro aluno encheram 11 sacolas de lixo”, comenta.
A falta do asfalto é transtorno tanto no calor quanto nas chuvas, segundo a dona de casa Maysa de Figueiredo, 20. “Quando chove é um barreiro, quando faz Sol é um poeirão. Nunca para nada limpo”, pondera. Para ela são ruins os atendimentos tanto do posto de saúde quanto do 24 horas porque o tempo de espera é sempre grande.
Moradora da Rua José de Oliveira desde 1992, Rosa Alves, diz que a necessidade do asfalto é urgente. Ela garante que já foram feitas as galerias e em sua opinião só está faltando vontade pública para resolver o problema. Ela também lembra que “a prefeita prometeu que vai limpar o mato que fica no final da rua e até agora nada”.
Segundo ela, o presidente da Associação de Moradores do bairro também não apareceu mais naquela rua.
O aposentado Jonas Costa dos Santos, 66, fala que faz muito tempo que as obras de galeria da rua foram concluídas. Ele não sabe o que aconteceu que não voltaram para fazer o asfalto. “Moro há 35 anos aqui e já fui na Ouvidoria. Eles marcaram mas não vieram”, diz.