Moradores do Jardim Cidade Alta mobilizam-se para evitar arrombamentos

Foto: Paula Portugal

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Para evitar serem vítimas de furtos em suas casas, os moradores do Jardim Cidade Alta mantêm constantes reuniões em que discutem a segurança do bairro e definem ações conjuntas. Num bairro em que residem ao menos 155 famílias, um total de 124 pessoas compõe um grupo de vigilância no WhatsApp. Eles também usam apitos caso suspeitem de movimentos estranhos. A diligência nunca parou desde 2013, mas recentemente, eles julgaram necessário reforçar o “policiamento”.

A iniciativa foi tomada há três anos por ocorrência de seguidos arrombamentos na vizinhança. De acordo com um dos moradores, Adão Aparecido da Silva, 42, a tática tem funcionado desde então. Contudo, ele explicou que num bairro novo, próximo da localidade, tem havido ataques de ladrões com muita frequência. Por isso, resolveram implementar mais uma forma de proteção: fixaram pelo bairro, dezenas de placas em que avisam aos malandros que naquele local existe o que eles chamam de “Vizinhança Solidária”.

Apesar da organização em torno da proteção de todos, o bairro ainda não tem uma Associação de Moradores. Segundo Silva porque boa parte dos moradores quer evitar relações com a política. O que, na opinião do morador é inevitável, visto que as necessidades de qualquer bairro devem ser supridas pelo Poder Público. “Funciona esse convívio, todo mundo tem o telefone de todo mundo, agora muitos não querem avançar mais, para ter uma associação, por exemplo, porque estão muito descrentes na classe política”, justificou.