Moradores do Batel têm várias reclamações
Saúde, segurança e educação são alguns dos temas abordados pelos moradores do Jardim Batel. O bairro, que ficou vários anos esperando a pavimentação das ruas, está completamente asfaltado. Agora os moradores querem melhorias nos serviços públicos municipais.
A veterinária Maria Inês Souza, 42, diz que no bairro há muitos terrenos abandonados com lixo e denuncia a demora do atendimento no posto de saúde. Para ela também falta segurança no bairro. “Eu acho que aqui precisava de um posto policial que já foi prometido em época de campanha. É raro passar uma viatura da polícia aqui”, observa.
Quase cinco meses para se conseguir um exame. Este é o tempo contabilizado pela dona de casa Claudinéia Alves da Silva, 30. “O meu tio está aguardando para ser operado já faz cinco meses. Enquanto isso ele sofre com pedra na vesícula. O problema da saúde é a demora”, reclama. Claudinéia aponta ainda a falta de vagas na super-creche e o elevado número de cachorros de rua.
Para a aposentada Carolina F. França, 62, falta segurança. “Os caras entram no quintal da gente para usar droga. Acho que se prevalecem por saberem que eu moro sozinha. E cadê a polícia?”, questiona. Carolina também reclama do serviço público de saúde. “É difícil a gente ter uma liberdade de fazer uma consulta no postinho. Agora só tem uma médica atendendo. Além disso, ganho um salário e ainda tenho que comprar os remédios porque no posto não tem”, explica. Segundo ela, se a consulta for urgente demora um mês para ser agendada.
A diarista Márcia Adriana Santos, 39, tem filhos pequenos e se preocupa com o futuro deles. “Um 24 horas para essa região seria muito bom para mim que tenho filho pequeno. Estamos mais perto de Peabiru do que o centro de Campo Mourão e quando precisamos de atendimento de madrugada ainda temos que ir até o Lar Paraná. Outro dia pedimos uma ambulância e demorou mais de uma hora”, lamenta. Segundo Márcia só há escola no bairro para crianças de primeira a quarta séries. “Falta colégio para ginásio e segundo grau. Hoje as crianças pegam ônibus lotado para estudar nas escolas do centro”, diz.
Contente pela chegada do asfalto, Salete Aparecida Barbosa se queixa do atendimento do posto de saúde. “A gente demora de um a dois meses para conseguir marcar uma consulta. Agora que tem uma médica boa já vai sair. E eu estou com exames para entregar e não consigo consulta”, reclama.