Mexendo na Bolsa: Por que as mulheres brasileiras não querem mais ter filhos?

Mexendo na Bolsa já foi blog, onde seis mulheres despejavam seus conteúdos a fim de compartilhar o tão fantástico e peculiar universo feminino. Aqui e agora é coluna! Duas vezes por semana você pode abrir o zíper e se sentir à vontade para vasculhar nossas bolsas. Falaremos de amor, do não-amor e de um possível amor. Também vamos nos deliciar narrando nossas pitorescas aventuras de mulheres de quase 30. Amantes do sexo masculino, destinaremos a eles um tanto de nossos versos (com ou sem rima) e de nossas prosas. Além disso, aqui você vai encontrar tudo o que tem na bolsa de uma mulher: bilhetes, creme, maquiagem, dinheiro (no começo do mês), escova de dente, perfume, kit de primeiros socorros, documentos, celular, chaves (do carro, da casa, do quarto, do coração), absorvente. Intimidades. Pode mexer!
Por que as mulheres brasileiras não querem mais ter filhos?
Primeiro os estudos, depois a profissão, um relacionamento e, por último, o filho

A National Geographic deste mês trouxe uma matéria interessante sobre a mulher brasileira (clique para ler). Uma tentativa de traçar um perfil que ultrapassasse o estereótipo das mulheres frutas, rainhas de bateria e outras do tipo. Para estrangeiro entender que a sensualidade da brasileira é demasiadamente pequena diante dos outros predicativos que ela carrega. E tudo isso atrelado à queda da taxa de fecundidade do país.

Que as mulheres estão tendo cada vez menos filhos já sabemos, o bacana é que a matéria apresenta diversos fatores que contribuíram para isso e afirma que a redução não acontece só com as brasileiras de classe média para cima, é geral! A moça da favela e a da roça almejam a mesma quantidade de filhos que as mulheres bem posicionadas profissionalmente: 2 filhos é o ideal. Mas 1 é de bom tamanho e nenhum uma opção crescente.

Mais interessante ainda é que essa queda brusca da fecundidade aconteceu sozinha, numa sociedade predominante católica (a religião é contra o aborto e métodos contraceptivos) e sem incentivo do governo (como acontece na China, por exemplo). Ou seja, a mulher brasileira começou a “fechar a fábrica” do jeito dela e por desejo próprio. Com a laqueadura feita muitas vezes antes dos 30 anos, com os abortos clandestinos, com o uso da pílula mesmo sem o consentimento dos padres. Mas o que levou e leva essas mulheres a não desejarem mais parir um time de futebol?

Os estudiosos ainda não sabem definir o motivo preciso. Uns apontam as novelas. Porque a população feminina pode ter sido influenciada pelas famílias minúsculas que habitam o horário nobre da TV e pelas mães ricas e belas que regem essas famílias. Outros apontam a urbanização intensa do país e o consumismo – muitas mulheres afirmam que criar um filho custa caro. E ainda têm aqueles que defendem que a mulher brasileira simplesmente decidiu não ter mais tantos filhos. E ponto. Mulheres fortes, independentes e com poucos – ou nenhum – filhos. Primeiro os estudos, depois a profissão, um relacionamento e, por último, o filho. Essa é a mulher brasileira. Você é uma mulher brasileira?

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Larissa Bortolli é jornalista. É metade feminista e outra metade também, embora às vezes seja machista. Evita os ‘istas’, mas nem sempre se livra deles.  Nada boa com relacionamentos, diz-se sozinha por opção (dos homens). É viciada em Doritos, filmes, mídias sociais e no seu sobrinho. Adora um drama, tanto na ficção quanto na vida real. Às vezes sente um aperto, sem motivo, no peito. Só tem uma certeza na vida: não ter certeza. Daí divaga. Sem grandes pretensões quer dominar o mundo, o seu mundo. Quando dá vontade também escreve aqui: http://lapsosonline.blogspot.com/

 
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