Mexendo na Bolsa: Homem sensível, isso é realidade?

Mexendo na Bolsa já foi blog, onde seis mulheres despejavam seus conteúdos a fim de compartilhar o tão fantástico e peculiar universo feminino. Aqui e agora é coluna! Duas vezes por semana você pode abrir o zíper e se sentir à vontade para vasculhar nossas bolsas. Falaremos de amor, do não-amor e de um possível amor. Também vamos nos deliciar narrando nossas pitorescas aventuras de mulheres de quase 30. Amantes do sexo masculino, destinaremos a eles um tanto de nossos versos (com ou sem rima) e de nossas prosas. Além disso, aqui você vai encontrar tudo o que tem na bolsa de uma mulher: bilhetes, creme, maquiagem, dinheiro (no começo do mês), escova de dente, perfume, kit de primeiros socorros, documentos, celular, chaves (do carro, da casa, do quarto, do coração), absorvente. Intimidades. Pode mexer!
Homem sensível, isso é realidade?
Fabrício Carpinejar defende que o homem de hoje é mais sensível. E o Marcelo Rubens Paiva afirmou, na TPM deste mês, que o homem tem que ser sensível, porque senão as mulheres vão embora. O sexo masculino do século 21 mudou tal qual às mulheres. Mas eles estão mais sensíveis mesmo ou isso é coisa só de poeta?

Em 2007, eu fiz uma pesquisa nas revistas VIP e Playboy para verificar que tipo de identidade masculina elas construíam. Ao final, constatamos que esses veículos reproduziam outro tipo de masculino, não o machão. Um homem mais feminino, mesmo com os conteúdos eróticos.  As revistas mesclavam – e acho que ainda mesclam – o pornô ou sensual com receitas culinárias, dicas de beleza e manuais de como satisfazer a parceira.

Para o psicólogo Fabrício Moura (CRP 08/13225) isso não significa que o homem está mais feminino, o que ocorre com o homem é o processo inverso ao que ocorreu com a mulher. De acordo com o psicólogo, o homem também busca as duas funções que até então eram destinadas às mulheres: os cuidados com a casa e os filhos. “O que acontece com o homem nos dias atuais é uma busca de identidade, não no sentido masculino ou feminino, mas, sim, em relação as suas atribuições e funções sociais”, explica.

Gustavo Ferreira, publicitário, compartilha da mesma opinião. “O homem está menos disposto a se enquadrar num padrão masculino de outras épocas”, garante. Ele lembra que hoje a identidade é muito mais fragmentada e híbrida. “Ao assumir alguns comportamentos, no sentido de consumir o conteúdo dessas revistas, que era até então associado ao feminino, o homem não está conscientemente se feminilizando, mas pragmaticamente escolhendo padrões de comportamento que lhe beneficiam”, afirma.

Segundo Fabrício, somente a história poderá afirmar, daqui a alguns anos, como ficarão as questões de gênero. Se o homem é mais sensível ou não. Se é mais feminino ou não. “ Isso, porém, não nos impede de discutir, pensar e refletir tal tema, já que quem faz a história somos nós mesmos”, avalia.

E você. Com quais tipos de homem tem se relacionado? Acredita que estão mais sensíveis mesmo?

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Larissa Bortolli é jornalista. É metade feminista e outra metade também, embora às vezes seja machista. Evita os ‘istas’, mas nem sempre se livra deles.  Nada boa com relacionamentos, diz-se sozinha por opção (dos homens). É viciada em Doritos, filmes, mídias sociais e no seu sobrinho. Adora um drama, tanto na ficção quanto na vida real. Às vezes sente um aperto, sem motivo, no peito. Só tem uma certeza na vida: não ter certeza. Daí divaga. Sem grandes pretensões quer dominar o mundo, o seu mundo. Quando dá vontade também escreve aqui: http://lapsosonline.blogspot.com/

 
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