Mexendo na Bolsa: Gorda, saudável e sexy

Mexendo na Bolsa já foi blog, onde seis mulheres despejavam seus conteúdos a fim de compartilhar o tão fantástico e peculiar universo feminino. Aqui e agora é coluna! Duas vezes por semana você pode abrir o zíper e se sentir à vontade para vasculhar nossas bolsas. Falaremos de amor, do não-amor e de um possível amor. Também vamos nos deliciar narrando nossas pitorescas aventuras de mulheres de quase 30. Amantes do sexo masculino, destinaremos a eles um tanto de nossos versos (com ou sem rima) e de nossas prosas. Além disso, aqui você vai encontrar tudo o que tem na bolsa de uma mulher: bilhetes, creme, maquiagem, dinheiro (no começo do mês), escova de dente, perfume, kit de primeiros socorros, documentos, celular, chaves (do carro, da casa, do quarto, do coração), absorvente. Intimidades. Pode mexer!
Gorda, saudável e sexy
Americana quer provar que é possível chegar a 700 quilos com saúde

Já falamos aqui que apenas 8% das mulheres brasileiras estão satisfeitas com o próprio corpo (Clique aqui para ler). Contudo, dificilmente vemos uma que queira engordar. Sempre são as gordurinhas a mais (mesmo que elas não existam!) que incomodam. Entretanto, a americana Susanne Eman, de 32 anos, quer chegar a uma marca no mínimo inusitada: 700 quilos. De maneira saudável e sexy, garante. De acordo com a agência Barcroft Media, a ideia de Susanne é se tornar a mulher mais gorda da história. A decisão é como um protesto. A americana não conseguia parar de ganhar peso naturalmente e, mesmo que seu médico desaprove a decisão, decidiu mostrar ao mundo que não há nada de errado em ser gordo e que é possível chegar à marca de maneira saudável. Para isso, ela assegura que se exercita e afere a pressão arterial diariamente. No entanto, será que isso é suficiente para definir que o ganho de peso é saudável?

O personal trainer Marcio Honorio afirma que não. “A menos que se tenha um controle, seja muito mais rígida, saber que gordura é essa que se tem. Porque controlar gordura saudável, com acréscimo de gordura, é preciso ter o metabolismo muito acelerado. E, para engordar, o metabolismo consequentemente desacelera. Invariavelmente começam a causar comorbidades. Vai desenvolver uma síndrome metabólica. É muito complicado”, justifica.

Contudo, Honorio não descarta a possibilidade de engordar com saúde. “Se você analisar a questão de engordar, que está relacionada diretamente ao percentual de gordura, e analisar por exemplo um atleta, lutador de sumô, a grosso modo, pensa que esse cara deve ser doente. Não é. Aquela gordura dele, de certa forma, é, em tese, saudável. A rigor não significa que todo gordo seja saudável e que obesidade não tenha relação com saúde. Tem. A gordura do lutador de sumô não é visceral, é periférica”, argumenta. Gordura visceral é aquela acumulada na região central do corpo, na barriga. É a gordura que aumenta as chances de problemas do coração, por exemplo. A gordura periférica é a acumulada principalmente nas coxas, como na maioria das mulheres. Para o personal, os lutadores de sumô têm a estrutura planejada para o esporte que praticam. “E isso é comprovado com testes e avaliações em atletas desse esporte”, pontua.

Um recente estudo da Universidade de York, no Canadá, revela que pessoas acima do peso podem ser tão saudáveis, ter tanta longevidade e menos propensas a desenvolver problemas cardiovasculares que pessoas magras. Isso porque, explicam os pesquisadores, o Índice de Massa Corporal (IMC) e a medida da circunferência da cintura não são tão confiáveis para medir níveis de gordura. Um novo sistema de classificação da obesidade de Edmonton (Eoss, em inglês) é mais confiável, acreditam os pesquisadores. Isso porque leva em conta, além do IMC e da circunferência da cintura, fatores clínicos são levadosem consideração. Comisso, cinco fases da obesidade foram definidas. O Eoss é mais eficaz, explicam os pesquisadores, pois analisa os níveis de massa magra e gordura.

Para Honorio, a pesquisa não é novidade, já que ganhar peso e engordar, ou perder peso e emagrecer são coisas diferentes, o que sempre procura explicar aos seus alunos. “Até para engordar precisa ser orientado, não é simplesmente comer. Que tipos de alimentos são ingeridos? De modo geral, saiu de um padrão considerado normal, já está correndo riscos”, pontua. Para avaliar os níveis de normalidade, alguns fatores, como altura, idade, gênero e metabolismo são avaliados.

Os padrões de normalidade

“Você tem um mínimo e um máximo desejado, é o padrão”, explica. E, para os homens, esse padrão é cerca de 15% do corpo de gordura e 85% de massa desprovida de gordura, a massa magra. Para as mulheres, a média é em torno de 23% de gordura, então 77% é massa magra. “Isso sem levar em consideração se essa pessoa é atleta, é sedentária ou não”. Quando você começa a afunilar, esse padrão é definido de maneira mais específica, ao avaliar cada caso. “Susanne pode aumentar o peso dela e gordura, também, até o patamar considerado saudável para ela, porque isso é individualizado. Se passar o percentual de gordura do nível de normalidade dela, já pode desconsiderar a saúde”, acredita.

Gordinha e sexy

Susanne quer provar, também, que é possível ser sexy, sim, mesmo gorda. Para o psicólogo Fabrício Rodrigues de Moura (CRP08/13225), ela está certa, mesmo que os padrões de beleza adotados pela sociedade sejam outros. “Como os padrões são muitas vezes inalcançáveis, as pessoas buscam outras formas para tentar ter autoestima. Algumas vão atrás dos padrões acreditando que vão trazer felicidade, outras procuram outros meios para se mostrarem fora das ‘normas’ e acharem que, por serem diferentes, podem se considerar felizes e belas”, explica. Todavia, o psicólogo acredita que há problemas nos dois casos. “A imagem sobre si mesma é distorcida”, justifica.

E você, acredita que é possível ser gordinha e sexy? E o que acha da meta de Susanne?

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Paula Fernandes não é cantora, é jornalista. Com diploma e tudo. Até canta, às vezes, no chuveiro, mas esse não é o seu forte. Gosta mais do mundo das letras escritas. Aos seus olhos têm mais música que as palavras cantadas. Adora dar opinião e morre de medo de ser mal interpretada. Até tem lá seus preconceitos, que esconde no meio da bagunça embaixo da cama, mas luta contra todos eles. Acredita que o mundo é grande demais para ideias pequenas. Por isso sonha alto, lá em cima. Corre atrás, porque ainda não aprendeu a voar. Indecisa, acha que é o mal do seu signo, capricórnio. Tem, embaixo dos caracóis dos seus cabelos, um emaranhado de dúvidas e certezas indefinidas. Que ainda podem trocar de lugar. Como seu estado civil: atualmente, enrolada. Porque ama, ama muito, ama demais. E ama fácil, sem nem escolher. Basta um sorriso bonito, um olhar mais atencioso… É claro que tem suas preferências, como o excesso de melanina, mas esse não é um fator preponderante. Contudo, sempre acha que recebe pouco. Talvez pela carência crônica de que sofre, não sei bem. Só a conhecendo melhor para saber. Quer paulear? http://paulassis.blogspot.com
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