Mexendo na Bolsa: Domingo é Dia dos Pais, mas milhares de mães comemoram as datas sozinhas com seus filhos

Mexendo na Bolsa já foi blog, onde seis mulheres despejavam seus conteúdos a fim de compartilhar o tão fantástico e peculiar universo feminino. Aqui e agora é coluna! Duas vezes por semana você pode abrir o zíper e se sentir à vontade para vasculhar nossas bolsas. Falaremos de amor, do não-amor e de um possível amor. Também vamos nos deliciar narrando nossas pitorescas aventuras de mulheres de quase 30. Amantes do sexo masculino, destinaremos a eles um tanto de nossos versos (com ou sem rima) e de nossas prosas. Além disso, aqui você vai encontrar tudo o que tem na bolsa de uma mulher: bilhetes, creme, maquiagem, dinheiro (no começo do mês), escova de dente, perfume, kit de primeiros socorros, documentos, celular, chaves (do carro, da casa, do quarto, do coração), absorvente. Intimidades. Pode mexer!
‘Mãe-pai’
Domingo é Dia dos Pais, mas milhares de mães comemoram as datas sozinhas com seus filhos

Não é de hoje que mães se desdobram sozinhas na criação dos filhos. Ser mãe solteira não é motivo de vergonha faz muito tempo, e cada vez mais as mães conseguem suprir a falta do pai do dia a dia dos filhos. No ano passado o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), ao cruzar os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) 2009, mostra que cada vez mais as mulheres têm mais anos de estudo, se dividem entre trabalho e casa, ganhando menos e trabalhando mais e, cada vez mais, chefes de família. O papel, que antes era dos homens, toma um jeito feminino com o passar do tempo. E isso sobrecarrega, sim, as mulheres, de acordo com o Ipea. O estudo mostrou que, entre 2001 e 2009, as famílias chefiadas por mulheres subiu de 27 para 31%. É o caso de Aline Angeli, 31, secretária executiva. Ela foi casada por dez anos e, há cinco, vive com os dois filhos, Otávio Miguel, 13, e Luiz Henrique, 6, sem a presença do ex-marido. Para ela, esse tempo foi de aprendizado completo, já que, na sua opinião, há a diferença entre ser mãe, com a presença constante de um pai, e ‘mãe-pai’, suprindo sozinha as necessidades diárias dos seus filhos, mesmo que numa brincadeira que ela não era muito acostumada. “Tem diferença, sim. Nós mães somos, por natureza, mais sentimento, mais carinho, mais cuidado e agimos muito com o coração. Já os pais têm o papel mais da razão, da cobrança, das brincadeiras, principalmente quando são meninos. Então tive que aprender a agir em todas essas partes para suprir todas as necessidades dos meus filhos, inclusive a jogar video game com eles”, pontua.

Depois da separação, o pai das crianças foi embora. A distância é um dos principais motivos da ausência do pai, crê Aline. Nem por telefone o contato é frequente. Ele e os meninos convivem no máximo dois meses por ano, nas férias escolares. Então o jeito foi mesmo aprender a ser pai, além de mãe. “Não é fácil não, já passei por muitas dificuldades”, lembra. Mesmo assim, ela entende que a figura paterna faz, sim, falta. “Mas isso vamos amenizando com o passar dos dias, com atenção, muito amor e também com o carinho que eles recebem dos meu pai e irmãos”. A situação, depois de tanto tempo, já se tornou natural para os meninos que, afirma Aline, hoje praticamente nem falam do pai.

As dificuldades na vida da família são superadas a cada dia. “Aprendi e continuo aprendendo diariamente a cuidar, educar, dar carinho, amor, enfim dar tudo que os meus filhos precisam de mim e do pai, sem ter a presença e a participação dele”, justifica. Assim como Aline, outras mulheres deveriam, neste domingo, receber um ‘feliz dia dos pais’. Você é ou conhece alguma? Conte-nos!
___________________________________________________________________________
Paula Fernandes não é cantora, é jornalista. Com diploma e tudo. Até canta, às vezes, no chuveiro, mas esse não é o seu forte. Gosta mais do mundo das letras escritas. Aos seus olhos têm mais música que as palavras cantadas. Adora dar opinião e morre de medo de ser mal interpretada. Até tem lá seus preconceitos, que esconde no meio da bagunça embaixo da cama, mas luta contra todos eles. Acredita que o mundo é grande demais para ideias pequenas. Por isso sonha alto, lá em cima. Corre atrás, porque ainda não aprendeu a voar. Indecisa, acha que é o mal do seu signo, capricórnio. Tem, embaixo dos caracóis dos seus cabelos, um emaranhado de dúvidas e certezas indefinidas. Que ainda podem trocar de lugar. Como seu estado civil: atualmente, enrolada. Porque ama, ama muito, ama demais. E ama fácil, sem nem escolher. Basta um sorriso bonito, um olhar mais atencioso… É claro que tem suas preferências, como o excesso de melanina, mas esse não é um fator preponderante. Contudo, sempre acha que recebe pouco. Talvez pela carência crônica de que sofre, não sei bem. Só a conhecendo melhor para saber. Quer paulear? http://paulassis.blogspot.com
Clique e leia as colunas anteriores