Mexendo na Bolsa: Do extremismo ao meu próprio código de ética””
Mexendo na Bolsa já foi blog, onde seis mulheres despejavam seus conteúdos a fim de compartilhar o tão fantástico e peculiar universo feminino. Aqui e agora é coluna! Duas vezes por semana você pode abrir o zíper e se sentir à vontade para vasculhar nossas bolsas. Falaremos de amor, do não-amor e de um possível amor. Também vamos nos deliciar narrando nossas pitorescas aventuras de mulheres de quase 30. Amantes do sexo masculino, destinaremos a eles um tanto de nossos versos (com ou sem rima) e de nossas prosas. Além disso, aqui você vai encontrar tudo o que tem na bolsa de uma mulher: bilhetes, creme, maquiagem, dinheiro (no começo do mês), escova de dente, perfume, kit de primeiros socorros, documentos, celular, chaves (do carro, da casa, do quarto, do coração), absorvente. Intimidades. Pode mexer!
Do extremismo ao meu próprio ‘código de ética’
Não adianta! Você é aquilo que você quer com um tanto do que os outros querem, além daquilo que você absorve culturalmente. Ponto. Ou seja, com o tempo, a gente vai construindo o nosso próprio “código de ética” e é a partir dele que vamos fazer julgamentos, críticas, que nos posicionamos.
Por exemplo, eu me considero católica. Sou católica. Mas não sou contra a união homossexual e nem contra o aborto – que ainda é muito discriminado no Brasil. Mesmo sendo católica e brasileira, considero que a união homossexual e o aborto são direitos de quem o faz, não repudio – porque tenho vivencias e conhecimentos que me levam a não me posicionar como a minha religião e como a maioria dos que nascem por aqui.
O conceito puta é outro bom exemplo. Ele muda de pessoa para pessoa. Uma guria que beija 15 numa noite pode ser considerada promíscua para uns, enquanto que para outros não. A liberdade sexual da mulher pode ser um direito conquistado, assim como pode ser baixaria. Eu, nascida em um país tropical e abençoado por Deus, considero a burca e a mutilação de clitóris o cúmulo. Contudo, no oriente e em países africanos são atitudes normais, hábito, tradição. Então, até onde aceitar e até onde condenar se o que é certo para mim pode não ser para você?
O jornalista e professor de Comunicação Social, Samilo Takara, lembra que a fronteira do que é certo e errado é quase inexistente. “Estamos em um momento, chamado por alguns autores de ‘pós-moderno’, que é líquido, fluido e que não tem fronteiras entre certo e errado. Mesmo que essa sensação ‘pós-moderna’ esteja se evidenciando, percebemos características de movimentos contrários fortes cada vez mais explícitos e se contra-atacando”, alerta. “Na verdade, sempre encontraremos ações e reações de extremismos para que hajam negociações entre os grupos culturais e as sociedades”, explica.
Samilo conta que um amigo dele comentava preocupado sobre as agressividades das feministas radicais, com suas frases violentas e reações ao masculino. “A questão que deve estar explícita é que todo movimento social terá seus extremistas. É necessário que alguém se coloque como totalmente contra para que outras pessoas possam vivenciar as negociações com a sociedade”, ressalta ele, que também é mestrando em Educação, pesquisador de Comunicação e Cultura com ênfase nas relações de Identidade e Diferença Culturais.
E você? Já encontrou seu próprio “código de ética”? O que acha sobre os extremismos?
PS: Tá mexendo aqui? Mexe lá também: http://www.facebook.com/mexendonabolsa
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Larissa Bortolli é jornalista. É metade feminista e outra metade também, embora às vezes seja machista. Evita os ‘istas’, mas nem sempre se livra deles. Nada boa com relacionamentos, diz-se sozinha por opção (dos homens). É viciada em Doritos, filmes, mídias sociais e no seu sobrinho. Adora um drama, tanto na ficção quanto na vida real. Às vezes sente um aperto, sem motivo, no peito. Só tem uma certeza na vida: não ter certeza. Daí divaga. Sem grandes pretensões quer dominar o mundo, o seu mundo. Quando dá vontade também escreve aqui: http://lapsosonline.blogspot.com/
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