Mexendo na Bolsa: de repente, 30

Mexendo na Bolsa já foi blog, onde seis mulheres despejavam seus conteúdos a fim de compartilhar o tão fantástico e peculiar universo feminino. Aqui e agora é coluna! Duas vezes por semana você pode abrir o zíper e se sentir à vontade para vasculhar nossas bolsas. Falaremos de amor, do não-amor e de um possível amor. Também vamos nos deliciar narrando nossas pitorescas aventuras de mulheres de quase 30. Amantes do sexo masculino, destinaremos a eles um tanto de nossos versos (com ou sem rima) e de nossas prosas. Além disso, aqui você vai encontrar tudo o que tem na bolsa de uma mulher: bilhetes, creme, maquiagem, dinheiro (no começo do mês), escova de dente, perfume, kit de primeiros socorros, documentos, celular, chaves (do carro, da casa, do quarto, do coração), absorvente. Intimidades. Pode mexer!
De repente, 30
Como fazer para entender que, mesmo que ontem você tinha apenas 15, essa fase já passou

“Eu não dei por esta mudança,/ tão simples, tão certa, tão fácil” – Retrato – Cecília Meireles

Envelhecer assusta, a homens e mulheres. Às mulheres, o medo chega mais cedo, acredito. Porque somos mais ligadas à imagem e mais atentas ao detalhe, penso. Confesso que idade nunca me incomodou, mas estou em crise. Não com minha idade, mas com minha identidade.

Sou uma mulher de quase 30 (faço 26 em dezembro, então é mais pra lá que pra cá), mas que ainda ontem era uma menina com seus 15. E, nesse espaço intermediário, estou perdida. Quero continuar a parecer uma menina, mas que me respeitem enquanto mulher, profissional, séria.

Anteontem, no Sesc de Campo Mourão, a gestora de marketing Edilene Alvarenga ministrou uma palestra sobre marketing pessoal. Entre tantas outras coisas, ela falou desse período em que muitas mulheres se encontram: saindo dos 15 e chegando nos 30, sem saber muito bem onde se encontram. Isso porque ainda queremos nos vestir e até mesmo nos comportar como meninas, mas o mundo nos pede que sejamos mulheres. E isso é bem explícito, ao menos para mim. Porque muitas vezes a minha feição de menina engana e faz com que as pessoas não acreditem que posso ser uma boa profissional. Que seja merecedora de confiança e, muito pior, de respeito.

Edilene explicou que muitas vezes somos nós mesmas que passamos essa imagem um pouco mais juvenil, pela nossa aparência, e isso não quer dizer apenas nossa roupa. Claro, a roupa, o cabelo, o sapato, tudo influencia, mas ela lembra que a postura também. É preciso passar a imagem da idade que você tem – ou que pretende aparentar. Para isso, ela tem algumas dicas, como o cuidado com o que se usa. Roupas sempre passadas, tudo no devido lugar (nada apertado, nada sobrando, sem repuxar), coerência. É preciso adequar o que se usa a onde se vai. E às vezes é um pouco complicado deixar de lado aquela minissaia que, com 15, nos deixava ir tranquilamente em qualquer lugar.

E você, que imagem quer passar? Tem conseguido?

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Paula Fernandes não é cantora, é jornalista. Com diploma e tudo. Adora dar opinião e morre de medo de ser mal interpretada. Até tem lá seus preconceitos, que esconde no meio da bagunça embaixo da cama, mas luta contra todos eles. Acredita que o mundo é grande demais para ideias pequenas. Tem, embaixo dos caracóis dos seus cabelos, um emaranhado de dúvidas e certezas indefinidas. Que ainda podem trocar de lugar. Como seu estado civil: atualmente, enrolada. Porque ama, ama muito, ama demais. E ama fácil, sem nem escolher. Quer paulear?  http://paulassis.blogspot.com
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