Mexendo na Bolsa: De olho no coração

Mexendo na Bolsa já foi blog, onde seis mulheres despejavam seus conteúdos a fim de compartilhar o tão fantástico e peculiar universo feminino. Aqui e agora é coluna! Duas vezes por semana você pode abrir o zíper e se sentir à vontade para vasculhar nossas bolsas. Falaremos de amor, do não-amor e de um possível amor. Também vamos nos deliciar narrando nossas pitorescas aventuras de mulheres de quase 30. Amantes do sexo masculino, destinaremos a eles um tanto de nossos versos (com ou sem rima) e de nossas prosas. Além disso, aqui você vai encontrar tudo o que tem na bolsa de uma mulher: bilhetes, creme, maquiagem, dinheiro (no começo do mês), escova de dente, perfume, kit de primeiros socorros, documentos, celular, chaves (do carro, da casa, do quarto, do coração), absorvente. Intimidades. Pode mexer!
De olho no coração
Cuidados são essenciais para a saúde do órgão, geralmente esquecido

Somos naturalmente privilegiadas. As mulheres têm muito menos chances de ter problemas cardíacos pela ação dos hormônios femininos, a progesterona e o estrógeno, que impermeabilizam o endotélio, ou seja, a camada celular interna dos vasos sanguíneos. Essa proteçãozinha extra faz com que estejamos resguardadas da formação de lesões e placas que diminuem e até mesmo interrompem o fluxo dos vasos sanguíneos. Esse é, inclusive, o motivo pelo qual biologicamente mulheres estão mais propensas a quererem doces e chocolates, uma vez que o açúcar, ou a glicose, é cáustica e forma placas e lesões no endotélio. No caso das mulheres, a nossa proteção hormonal dá uma forcinha para impedir que isso aconteça. Entretanto, de acordo com a médica especialista em Cardiologia pelo Instituto de Pós Graduação Medica do Rio de Janeiro, Claudia Garcez, esse privilégio não dura a vida toda. “Após a menopausa, nosso organismo funciona como o do homem”, explica. Isso porque a produção hormonal diminui nesta fase.

Contudo, a equiparação com as atividades masculinas tem revertido esse quadro. “As mulheres estão, agora, se comparando aos homens. Fumam, sentem estresse, trabalham fora, são mais sedentárias”, completa a médica. Além do sedentarismo e do estresse, causado especialmente pela jornada dupla e pela pressão por resultados, questões genéticas, alimentação inadequada e o fumo são fatores que aumentam o risco das mulheres brasileiras a terem doenças no coração.

O órgão é, sem dúvida, um dos mais importantes do corpo humano, mas é cada vez mais esquecido. Especialmente pelas mulheres que, como afirmam especialistas do Hospital do Coraçãoem São Paulo(HCor), preocupam-se mais com cânceres ginecológicos e esqueçam da questão cardíaca, que deveria assustar mais, já que tem maior incidência.

Uma pesquisa realizada pelo HCor prova que as mulheres se esquecem com frequência dos cuidados com o coração e revelou que o número de enfartados caiu 12% em 2010 se comparado ao ano anterior. Entre os homens, a redução foi de 17%. Entre as mulheres o número subiu: 3,8%. Contudo, homens enfartam mais cedo: entre 45 e 74 anos. As mulheres na faixa entre 60 e 89 anos são as que mais enfartam no Brasil.

Entretanto, apenas uma em cada cinco mulheres sente os sintomas clássicos, dores no peito e no braço esquerdo, quando sofrem um enfarte. Em boa parte dos casos, as mulheres reclamam de uma sensação de indigestão, o que pode atrapalhar o diagnóstico, de acordo com o Instituto Nacional de Cardiologia (INC).

Outra coisa que pode causar erro é acreditar que é possível tratar de maneira igual o coração dos homens e mulheres. O coração feminino é cerca de 30% menor que o masculino e bate até 10% mais rápido, inclusive durante o sono.

Na tentativa de lembrar dos cuidados com o coração e de por fim ao sedentarismo, neste domingo, 25, é comemorado o Dia Mundial do Coração. A data é lembrada sempre no último domingo de setembro, há 11 anos.Em Campo Mourão, uma caminhada vai ser realizada no Parque do Lago para lembrar dos cuidados necessários. Toda a população deve participar, para aprender um pouco mais de como cuidar do coração. A concentração acontece a partir das 8 horas e os participantes devem começar a caminhar a partir das 9 horas. Participe e cuide do seu coração. Ou você prefere ficar em casa sem fazer nada e aumentar as suas chances de desenvolver uma doença cardíaca?

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Paula Fernandes não é cantora, é jornalista. Com diploma e tudo. Adora dar opinião e morre de medo de ser mal interpretada. Até tem lá seus preconceitos, que esconde no meio da bagunça embaixo da cama, mas luta contra todos eles. Acredita que o mundo é grande demais para ideias pequenas. Tem, embaixo dos caracóis dos seus cabelos, um emaranhado de dúvidas e certezas indefinidas. Que ainda podem trocar de lugar. Como seu estado civil: atualmente, enrolada. Porque ama, ama muito, ama demais. E ama fácil, sem nem escolher. Quer paulear?  http://paulassis.blogspot.com
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